Na tarde de quinta-feira (10), um forte temporal atingiu Campo Grande, provocando quedas de árvores e danos à rede elétrica. Moradores de bairros como Vila Sobrinho, Jardim Paulista e Monte Castelo relatam falta de energia há mais de 24 horas.
A ausência de energia tem gerado preocupações entre moradores e comerciantes. Estabelecimentos já registram perdas de produtos perecíveis, enquanto famílias com idosos e diabéticos tem dificuldade em conservar medicamentos que exigem refrigeração.
Além dos prejuízos, a falta de energia aumenta a preocupação com a segurança durante a noite. O Jardim Paulista e o Monte Castelo também foram afetados, com quedas de árvores e danos em pontos da rede que exigiram trabalho de equipes técnicas e maquinário pesado para retirar objetos sobre a fiação.
Em nota divulgada às 19h desta sexta-feira (11), a Energisa informou que continua trabalhando na recuperação dos estragos. O número de equipes técnicas mobilizadas nas ruas está quatro vezes acima do contingente habitual, e em alguns trechos a rede precisou ser reconstruída completamente.
Restabelecimento em andamento
Até as 18h30 desta sexta-feira, 91% dos clientes já haviam tido o fornecimento de energia restabelecido, segundo a Energisa. As regiões mais afetadas, de acordo com a concessionária, são Vila Carvalho, Monte Castelo, Jardim Noroeste, Centro, Amambai, Jóquei Club, Jardim Nhanha e Tiradentes.
A Energisa afirmou que as equipes permanecem mobilizadas nas ruas, inclusive durante a madrugada, para dar continuidade à reconstrução da rede. A concessionária ainda informou que os prejuízos serão calculados e que, neste momento, a prioridade é restabelecer o fornecimento de energia para todos os clientes afetados.
Para os comerciantes, a interrupção prolongada tem causado perdas financeiras significativas. Um açougue local relatou a perda de 200 kg de carne que não pôde ser mantida em refrigeração, enquanto uma padaria teve que descartar 150 sacos de farinha que ficaram expostos ao calor. A prefeitura de Campo Grande, em comunicado, pediu às empresas que registrem os danos para eventual ressarcimento e reforçou a necessidade de manter a vigilância sobre a rede elétrica. Além disso, moradores pediram que a Energisa informe prazos mais claros para a conclusão das obras.







