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Três Lagoas registra nova morte por vírus respiratórios em idoso

A Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas confirmou a morte de um homem de 89 anos por complicações de doenças respiratórias. O óbito foi detalhado no novo boletim epidemiológico e reforça o alerta para a população. A vítima pertence ao perfil considerado mais vulnerável pela Vigilância Epidemiológica do município.

Adriana Spazzapan, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, esclareceu que a causa da morte não foi a influenza. O caso foi atribuído a outros vírus respiratórios. A profissional não divulgou o total acumulado de mortes registrado no boletim durante a entrevista.

Perfil de risco

Segundo Adriana, crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde pré-existentes correm maior risco. Esses grupos sofrem mais quando entram em contato com agentes virais. A oscilação climática é apontada como fator principal para o aumento dos casos. Frentes frias levam as pessoas a permanecerem em ambientes fechados e com pouca ventilação.

Essas condições facilitam a transmissão dos vírus. O clima seco e fresco também favorece a circulação dos agentes nesta época do ano. A coordenadora avalia que os números devem continuar enquanto as temperaturas não subam. A manutenção do frio prolonga o período de maior incidência de infecções respiratórias.

Medidas de prevenção

A Vigilância Epidemiológica recomenda atenção redobrada com idosos, bebês e pessoas com imunidade comprometida. Para cuidadores, a orientação é clara: quem apresentar sintomas respiratórios deve ser substituído por outra pessoa. O contato direto com o idoso deve ser evitado para impedir a transmissão.

Visitas também exigem cautela. Pessoas com sintomas de gripe devem evitar o contato próximo com idosos e crianças pequenas. O risco é maior em locais fechados ou com grande circulação de pessoas. Quando a aproximação for necessária, o uso de máscara é indicado como medida de proteção individual.

Nas unidades de saúde, como a UPA, a preocupação aumenta. Esses espaços reúnem pacientes tossindo e espirrando enquanto aguardam atendimento. A exposição de grupos vulneráveis é maior nesses ambientes. Adriana confirmou que a maioria dos óbitos registrados atingiu idosos. Apenas um dos casos citados envolvia uma pessoa não idosa, de 50 anos.

A especialista explicou que crianças também adoecem e podem necessitar de internação. No entanto, elas costumam ter maior capacidade de recuperação. Entre os idosos, mesmo com menor número de doentes, a chance de agravamento e morte é mais alta. A orientação final é reforçar a prevenção e proteger quem tem maior risco de complicações.

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