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Mulher é presa em Dourados por extorsão a usuários de sites de acompanhantes

Vítimas eram coagidas a pagar via Pix após contatar anúncios na internet - Foto: Divulgação/Polícia Civil de MS

Na manhã desta terça‑feira, 15 de maio, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu uma mulher em Dourados, acusada de coordenar a parte financeira de um esquema de extorsão que visava usuários de sites de acompanhantes. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), que cumpriu mandado de prisão temporária contra a suspeita.

Segundo a investigação, as ameaças partiam de dentro do sistema penitenciário estadual, onde um detento mantinha contato direto com as vítimas por celular. Após o usuário entrar em contato com números publicados nos classificados, recebia mensagens no WhatsApp de supostos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou do Comando Vermelho, exigindo pagamento imediato via Pix sob risco de invasão domiciliar ou morte de familiares.

Como funciona o golpe

O golpe iniciava quando a pessoa acessava anúncios de acompanhantes e enviava mensagem ao número indicado. Em poucos minutos, surgiam mensagens de desconhecidos que se apresentavam como líderes de facções, alegando que a vítima havia causado prejuízo ao responsável pelos anúncios. As mensagens ameaçavam invasão de domicílio e assassinato de parentes, e exigiam transferência via Pix para “encerrar o problema”.

A mulher detida atuava na ponta financeira do esquema. De acordo com a Derf, sua função era captar chaves Pix de terceiros, alugar contas bancárias de terceiros e coordenar o saque rápido dos valores recebidos, dispersando o dinheiro antes que eventuais bloqueios judiciais fossem acionados. Essa estratégia dificultava a identificação dos recursos e aumentava a rapidez com que as vítimas eram lesadas.

Durante as diligências, os policiais tentaram contato formal com os responsáveis pela plataforma onde os anúncios eram hospedados, buscando entender como os golpistas obtinham os números de telefone dos usuários. As solicitações de esclarecimento não foram atendidas, e a investigação segue para identificar outros membros da quadrilha e calcular o prejuízo total sofrido pelas vítimas.

A Polícia Civil orienta que quem receber mensagens semelhantes não realize nenhum pagamento, guarde capturas de tela e registre a ocorrência imediatamente na delegacia mais próxima. A suspeita prestará depoimento nas próximas semanas, e a força policial continua as diligências para localizar os demais participantes e levar o caso à justiça.

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