O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina confirmou, na tarde desta terça‑feira (22), a localização dos destroços de um helicóptero que transportava o cantor sertanejo Rick, integrante da dupla Rick & Renner. A queda da aeronave na mata fechada da Serra Catarinense resultou na morte das cinco pessoas a bordo.
A aeronave, um Bell 430 bimotor fabricado em 2001, partiu na manhã de segunda‑feira (21) de Porto Belo, no litoral norte do estado, com destino a São Joaquim, na serra. No voo estavam o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, além do piloto e do copiloto, cujas identidades ainda não foram divulgadas pelas autoridades.
Operação de busca
Para localizar o avião, o Corpo de Bombeiros mobilizou cerca de 40 socorristas, mais de dez viaturas operacionais, dois cães de busca e drones equipados com sensores de calor. As equipes trabalharam em terreno acidentado, enfrentando nevoeiro denso registrado por imagens aéreas nas primeiras horas do dia, conforme alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que previam fortes tempestades na região.
Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o helicóptero mantinha documentação regularizada e certificação operacional válida até 11 de agosto de 2027. A aeronave, de matrícula PP‑MGR, pertence à JTA Empreendimento e Urbanismo, que informou que o equipamento havia sido cedido temporariamente a Bruno Avelar e ao cantor Rick, destacando laço de amizade entre os passageiros e a direção da empresa.
Os agentes de salvamento e peritos da Polícia Científica permanecem na área da queda para concluir a perícia técnica e viabilizar a remoção dos corpos. Até o momento, as identidades completas dos dois tripulantes ainda estão sob apuração oficial. A investigação deverá determinar as causas do acidente, que ocorreu em meio a condições meteorológicas adversas.
O trabalho de busca começou há cerca de 24 horas, logo após o helicóptero deixar de emitir sinal nos radares. Durante esse período, equipes de prontidão monitoraram a região e, nas primeiras horas da manhã de terça‑feira, avistaram a densa neblina que dificultava a visualização. A combinação de terreno montanhoso e condições climáticas adversas prolongou a operação até a localização dos destroços.
A remoção dos corpos dependerá da conclusão da perícia e da liberação da área pelos órgãos competentes. Autoridades estaduais indicam que o relatório preliminar deve ser entregue nas próximas semanas, permitindo que as famílias das vítimas recebam esclarecimentos e que medidas de segurança sejam avaliadas para voos na região serrana.








