O deputado federal Geraldo Resende (União Brasil) defendeu a continuidade da regionalização da saúde em Mato Grosso do Sul como prioridade para reduzir o deslocamento de pacientes. A declaração ocorreu durante entrevista ao Grupo RCN, na reta final da campanha para as eleições de 2026. O parlamentar, médico e ex-secretário de Saúde, busca a reeleição com o número 4411.
Segundo Resende, a expansão de serviços deve alcançar a região norte, o Pantanal e o Conisul. Ele citou estruturas existentes em Coxim, Corumbá, Dourados e Três Lagoas como parte desse processo. O foco principal, no entanto, é a construção de um hospital regional no Conisul. “Nós queremos fazer com que a única região do Estado que hoje necessita de uma unidade hospitalar, que é a região do Conisul, seja uma das principais lutas que nós precisamos adotar”, afirmou o candidato.
Expansão na oncologia
A ampliação da estrutura para tratamento do câncer é outro ponto central da proposta. Resende destacou a chegada de um acelerador linear ao Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. O equipamento, adquirido com investimento de R$ 10,5 milhões, será utilizado em tratamentos de radioterapia. A aquisição visa fortalecer a capacidade de atendimento oncológico na capital.
O candidato também mencionou a previsão de ampliação de serviços de oncologia em Dourados e Três Lagoas. A medida inclui a instalação de equipamentos para atendimento especializado nessas cidades. “Nós vamos ter um patamar diferenciado e nós vamos fazer do Mato Grosso do Sul um exemplo e um modelo para o tratamento oncológico aqui no Estado”, declarou Resende.
Políticas de saúde pública
Durante a conversa, o deputado defendeu a inclusão de medicamentos para tratamento da obesidade no SUS. A discussão envolve as chamadas canetas emagrecedoras. Resende argumenta que o uso desses medicamentos deve ser tratado como questão de saúde pública, e não apenas estética. Ele citou os possíveis impactos positivos sobre doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão.
“Nós precisamos saber que nós podemos melhorar o diabetes mellitus, podemos melhorar a hipertensão arterial e podemos evitar os infartos, que são muito preponderantes nas pessoas que têm obesidade”, afirmou. O parlamentar defende a transformação dessa medida em uma política permanente, por meio de legislação específica no Congresso Nacional.
Outro eixo apresentado foi o apoio a entidades que atendem pessoas com deficiência. Resende citou investimentos em estruturas da Apae e em serviços voltados a crianças com deficiência. Ele também mencionou a ampliação de atendimentos para cirurgias de fissura labiopalatina, pé torto e implante coclear. O objetivo é destinar recursos para equipar estruturas de atendimento especializado em todo o estado.
Atualmente em exercício na Câmara dos Deputados, Geraldo Resende integra a Comissão de Saúde, a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Para um eventual novo mandato, ele listou como bandeiras principais a saúde pública, o SUS, a educação, a proteção às mulheres, as comunidades indígenas e o atendimento às pessoas com deficiência. A campanha segue ativa até as eleições de 2026.








