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Capivara, onça e tereré reforçam a identidade cultural de Mato Grosso do Sul

Foto: Reprodução

A valorização de símbolos regionais como a capivara, a onça e o tereré está fortalecendo a identidade cultural de Mato Grosso do Sul. Em 49 anos de existência, o estado tem consolidado referências próprias, segundo o historiador Victor Hugo Xavier Flandoli, que destaca a mudança na relação da população com sua cultura.

O reconhecimento desses elementos vai além da simples identificação com a fauna ou com uma tradição cotidiana. Ele representa uma transformação na maneira como os sul-mato-grossenses percebem seu próprio lugar, passando a reconhecer características únicas do território que habitam.

Para Flandoli, a identidade do estado não nasce de uma cultura isolada, mas do encontro de múltiplas influências. “Se tem uma palavra que pode explicar e nos ajudar a compreender a nossa identidade é o multiculturalismo”, afirma o historiador, ressaltando a importância da diversidade.

A presença da capivara e da onça entre os símbolos valorizados, bem como o tereré como tradição diária, exemplifica como esses elementos aproximam a população. Eles ajudam a superar a ideia de que a cultura local teria menos importância que a de grandes centros urbanos.

Símbolos regionais

O movimento de valorização desses símbolos reforça o sentimento de pertencimento e cria uma narrativa de orgulho regional. Ao reconhecer a capivara, a onça e o tereré, os moradores constroem um vínculo simbólico que vai além da fauna, incorporando também práticas como a sopa paraguaia, a chipa e o chamamé.

Essas manifestações culinárias e musicais demonstram como referências de diferentes origens foram integradas ao cotidiano sul-mato-grossense. A sopa paraguaia, a chipa e o chamamé, trazidos por comunidades migrantes, hoje são reconhecidos como parte da identidade local, ampliando o conceito de multiculturalismo defendido por Flandoli.

Apesar dos avanços, a identidade sul-mato-grossense ainda está em construção. Flandoli ressalta que ela se transforma com as novas gerações, com as experiências cotidianas e com a forma como as tradições são reinterpretadas. O processo permanece aberto a novas influências e adaptações.

Com 49 anos de história, Mato Grosso do Sul avança no reconhecimento de suas referências culturais, mas ainda depende da valorização que a população atribui a esses símbolos. O fortalecimento da identidade regional, portanto, requer não apenas a existência de ícones, mas o engajamento contínuo da sociedade.

Desafios futuros

O próximo passo consiste em ampliar programas educativos e eventos que celebrem a fauna e as tradições locais, garantindo que jovens e comunidades rurais mantenham viva a conexão com a cultura sul-mato-grossense. Essa continuidade pode consolidar o sentimento de pertencimento e fortalecer a coesão social no estado.

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