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Vereador Cabral denuncia improvisos no Hospital da Vida e aciona MP

O vereador Inspetor Cabral (PSD) anunciou o encaminhamento de denúncias ao Ministério Público sobre as condições do Hospital da Vida. A medida ocorre após a identificação de um atendimento improvisado próximo à recepção e à porta de entrada da unidade. Segundo o parlamentar, pacientes estão expostos à rua e ao fluxo interno de pessoas.

A ação do Legislativo busca obter respostas do Poder Executivo, que não respondeu a requerimentos anteriores. Cabral afirma que a situação compromete a segurança de pacientes e servidores. O caso ganha destaque após uma série de problemas estruturais recentes no hospital.

Problemas estruturais recentes

Nas últimas semanas, a unidade enfrentou rompimento de canos, infiltrações e o desabamento de parte do teto. Esses incidentes exigiram o remanejamento de pacientes para outros espaços. O vereador relata que tem acompanhado a situação de perto e realizado fiscalizações periódicas.

Apesar das cobranças diretas à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde, o Legislativo não recebeu esclarecimentos formais. Cabral destaca que a falta de informações prejudica o trabalho de fiscalização e deixa a população sem dados sobre as medidas adotadas.

“O que estamos encontrando é uma sequência de problemas que precisa ser explicada. Já fizemos requerimentos, estamos fiscalizando e cobrando o Executivo, mas até agora não tivemos as respostas necessárias”, afirmou o vereador.

Reforma da Ala Vermelha

A denúncia atual está ligada à reforma da Ala Vermelha, entregue no início de setembro. A intervenção durou cerca de 90 dias e custou mais de R$ 470 mil, segundo a Prefeitura. A obra foi necessária após infiltrações comprometerem a estrutura do espaço.

Menos de um mês após a entrega, novos problemas surgiram em diferentes áreas do hospital. Isso forçou o uso de espaços improvisados para o atendimento. Cabral questiona a eficácia do investimento realizado pela gestão municipal.

“Estamos falando de uma obra de quase meio milhão de reais que deveria garantir mais segurança e melhores condições para quem precisa do Hospital da Vida”, declarou o parlamentar. A expectativa era de que a reforma resolvesse as questões estruturais de forma definitiva.

A ausência de respostas oficiais mantém a incerteza sobre as responsabilidades e os próximos passos. O material divulgado pela assessoria do vereador não inclui manifestação da Prefeitura ou da Secretaria de Saúde sobre as cobranças feitas pelo Legislativo.

Com o envio ao Ministério Público, o caso sai da esfera estritamente legislativa. A expectativa é que o órgão ministerial acompanhe a situação e cobre explicações formais sobre as condições de atendimento e a manutenção da estrutura hospitalar.

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