A Santa Casa de Campo Grande anunciou que, a partir de 24 horas, passará a atender exclusivamente pacientes encaminhados oficialmente pela rede pública de saúde. A medida foi divulgada na coletiva de imprensa realizada nesta quinta‑feira, 15 de outubro, pelo gestor provisório Luiz Alberto Kanamura.
A restrição visa adequar a oferta de serviços à demanda definida pelo poder público. A Santa Casa estima que cerca de 20 % dos pacientes adultos do pronto‑socorro possam ser afetados, considerando a média de 110 atendimentos diários. Ainda não há definição precisa do número de pacientes que serão redirecionados nem dos setores que sofrerão alterações.
Com a média de 110 atendimentos adultos por dia, a estimativa de 20 % corresponde a aproximadamente 22 pacientes que deixarão de ser atendidos diretamente na Santa Casa, devendo buscar outras unidades da rede pública.
Prioridades de atendimento
A gestão concentrará a estrutura hospitalar em casos considerados prioritários, como politraumas graves, neurocirurgia, ortopedia, neurologia clínica, cardiologia clínica e cirúrgica, cirurgia vascular e grandes queimados. Emergências, definidas como situações que exigem intervenção imediata, terão atendimento garantido, enquanto urgências poderão aguardar até 12 horas.
Durante a coletiva, a direção diferenciou emergência de urgência, esclarecendo que a primeira demanda ação imediata e a segunda permite prazo de até 12 horas para atendimento. Essa distinção orienta a triagem dos pacientes que chegam ao pronto‑socorro e determina quais serão mantidos na Santa Casa.
A assistência cardíaca pediátrica não está incluída nas prioridades atuais. O governo estadual está negociando a transferência desse serviço para outro local, de modo a garantir a continuidade do atendimento infantil.
Próximos passos
A lista completa dos serviços que permanecerão em funcionamento e daqueles que poderão ter redução ainda está em elaboração. A gestão informou que apresentará um novo levantamento entre segunda‑feira, 19, e terça‑feira, 20 de outubro. Não há previsão para a retomada do funcionamento normal, mas a reorganização considerará a capacidade instalada e os recursos disponíveis.
A orientação da direção é que a população procure a rede pública de saúde e aguarde o encaminhamento pelos canais oficiais de regulação, como o Sistema Único de Saúde (SUS) ou a Central de Regulação. Caso o paciente já esteja internado, a proposta é avaliar cada caso individualmente e, quando possível, transferir para unidades alternativas da rede.








