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Deputada Gleice Jane reafirma oposição e aponta prioridades para Dourados

A deputada estadual Gleice Jane, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), declarou que sua atuação continuará na oposição ao governo de Mato Grosso do Sul. Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM, a parlamentar ressaltou que sua agenda será pautada por três eixos principais: educação, enfrentamento à violência contra as mulheres e preservação ambiental. Jane também apontou a saúde preventiva e os conflitos agrários como desafios prioritários para Dourados e para a região sul do estado.

Professora da rede pública, Gleice Jane fez um balanço de sua atuação na Assembleia Legislativa, destacando o contato direto com as comunidades. Ela informou que visitou mais de 80 escolas para ouvir professores, coordenadores e conhecer as necessidades de cada unidade. Além da educação, a deputada pretende acompanhar demandas por moradia, bem como pautas apresentadas por comunidades indígenas e pescadores, reforçando o compromisso com setores historicamente vulneráveis.

Prioridades regionais

No combate à violência contra as mulheres, Jane defende a construção de parcerias, inclusive entre representantes de diferentes partidos. Segundo a parlamentar, o diálogo só avança quando há compromisso concreto com o enfrentamento ao feminicídio. “Nós temos condição de dialogar com todas as mulheres que vão enfrentar o feminicídio, a violência contra as mulheres e todo tipo de violência”, afirmou, ressaltando a necessidade de ação conjunta.

Para Dourados e municípios vizinhos, a deputada destacou a proteção das águas e dos rios como prioridade absoluta, vinculando a questão ambiental à qualidade de vida da população. Ela também apontou que o debate sobre saúde deve incluir a prevenção e a construção de novos hospitais, além de garantir condições ambientais adequadas. Jane relacionou ainda os conflitos agrários e a defesa dos territórios indígenas às discussões sobre preservação. Em termos políticos, afirmou que o fortalecimento da bancada petista amplia a capacidade de fiscalização e debate na Assembleia, e que apoiará propostas que beneficiem a população, ao mesmo tempo em que critica as políticas do governo estadual para trabalhadores, indígenas e mulheres. “Tudo que é bom para a população, a gente vai trabalhar”, concluiu.

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