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Vereadora Luiza Ribeiro deve liderar CPI que investigará o tapa‑buraco em Campo Grande

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) é autora do requerimento para criação da CPI do Tapa-Buraco, que recebeu apoio de 28 parlamentares e deve investigar contratos e serviços de recuperação das vias de Campo Grande. - Foto: Reprodução Câmara Municipal de Campo Grande

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) deve presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa‑Buraco na Câmara Municipal de Campo Grande, após ter apresentado o requerimento que deu origem à comissão. O pedido será analisado pela Procuradoria Jurídica da Câmara nesta segunda‑feira, 19 de outubro, antes da definição dos membros e do calendário de trabalhos.

Ribeiro elaborou o requerimento e conseguiu o apoio de 28 vereadores, que assinaram a proposta para investigar contratos, a aplicação de recursos públicos e a execução dos serviços de recuperação das vias da capital.

CPI de Tapa‑Buraco

A iniciativa surge em meio a reclamações recorrentes da população sobre buracos e desníveis nas ruas e avenidas de Campo Grande. Motoristas de aplicativos têm procurado o gabinete da parlamentar relatando prejuízos materiais que, em alguns casos, ultrapassam R$ 10 mil, comprometendo a renda de quem depende do transporte para sustentar a família.

O requerimento segue para a análise jurídica da Procuradoria, que verificará os aspectos regimentais necessários à instauração da CPI. Após a aprovação, a Procuradoria definirá a composição da comissão, a presidência – que já tem Luiza Ribeiro como provável presidente – e o cronograma de investigações.

Para a vereadora, a CPI será um instrumento de fiscalização do Legislativo, destinado a esclarecer possíveis irregularidades, identificar responsáveis e garantir a correta aplicação dos recursos destinados ao tapa‑buraco. Ela espera que a investigação aumente a transparência dos contratos, melhore a eficiência dos serviços e traga reflexos positivos na mobilidade e segurança dos usuários das vias de Campo Grande.

A tramitação da CPI ainda depende da aprovação formal da Procuradoria e da votação em plenário. Caso seja aprovada, a comissão terá prazo de 90 dias para concluir os trabalhos, conforme o regimento interno da Câmara. O resultado deverá ser encaminhado ao Conselho Municipal de Controle de Obras, que poderá adotar medidas corretivas ou encaminhar denúncias ao Ministério Público, ampliando o alcance da fiscalização.

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