A estrutura física das escolas da Rede Municipal de Ensino de Três Lagoas voltou ao debate após o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinted) cobrar providências da prefeitura para melhorar as condições das unidades. Segundo a presidente da entidade, Adriana Vasconcelos, cinco escolas enfrentam situações consideradas críticas, com problemas que vão desde a falta de climatização até falhas na infraestrutura dos prédios.
Em reunião com o prefeito Cassiano Maia e secretários, o sindicato apresentou os problemas identificados nas unidades. Foram relatadas dificuldades que afetam o trabalho dos profissionais e as condições de permanência dos alunos em sala de aula. Cada sala recebe cerca de 30 crianças, além de professores e outros profissionais da educação, que enfrentam dificuldades para permanecer nos ambientes durante as aulas.
As escolas apontadas como as mais críticas são Eufrosina Pinto, Joaquim Marques, Maria de Lourdes, Elson Lott e Maria Eulália. A principal preocupação, segundo a presidente do Sinted, é a falta de climatização adequada diante das altas temperaturas e da proximidade do verão.
Climatização
“Já com esse calor que estava, a situação já estava insuportável. No verão vai ficar pior”, afirmou Adriana. Ela destacou que a prefeitura informou que a instalação dos aparelhos de ar-condicionado depende de intervenções na rede elétrica e da troca dos padrões de energia. Os aparelhos de ar-condicionado ainda estão armazenados no depósito da Prefeitura e aguardam instalação.
Além da climatização, o Sinted chama a atenção para as condições físicas dos prédios. Durante a chuva registrada na semana passada, a Escola Municipal Joaquim Marques apresentou problemas no teto e alagamento na secretaria da unidade. O sindicato recebe vídeos e relatos enviados por profissionais e integrantes da comunidade escolar para acompanhar a situação das unidades.
Mobilização
Na Escola Eufrosina Pinto, pais de alunos também têm se mobilizado para cobrar melhorias, inclusive com manifestações na Câmara Municipal. Adriana afirmou que o Sinted apoia as reivindicações e defendeu a participação das famílias nas discussões sobre as condições das escolas. As Associações de Pais e Mestres (APMs) são espaços importantes para que a comunidade escolar apresente demandas e contribua com sugestões para solucionar os problemas.
A presidente do sindicato defende que a administração municipal priorize os reparos e as adequações necessárias para garantir condições adequadas de ensino e trabalho. A preocupação é que, sem intervenções, o aumento das temperaturas e os problemas estruturais agravem as dificuldades enfrentadas por alunos e profissionais da educação. O sindicato aguarda resposta da prefeitura.








