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Chuvas elevam alerta para dengue e arboviroses em Três Lagoas

O aumento das chuvas e as temperaturas elevadas acenderam o alerta para a dengue e outras arboviroses em Três Lagoas. Apesar de os números de casos confirmados estarem em níveis considerados satisfatórios pelas autoridades de saúde, a preocupação é com a formação de novos criadouros do mosquito Aedes aegypti e a possibilidade de aumento das doenças nos próximos meses.

De janeiro até outubro deste ano, o município registrou 91 casos confirmados de dengue, 25 de chikungunya e um de zika. Os dados foram apresentados durante uma reunião do Comitê Municipal de Combate à Dengue, que reúne representantes de diferentes setores envolvidos nas ações de prevenção e controle das arboviroses.

Cenário epidemiológico

Segundo o coordenador de Endemias, Alcides Ferreira, o cenário epidemiológico atual é considerado tranquilo, mas as condições climáticas exigem atenção. A combinação de chuva e calor favorece o acúmulo de água e a reprodução do mosquito transmissor.

O coordenador afirmou que as equipes têm encontrado focos do mosquito em residências, estabelecimentos comerciais e até em espaços públicos. Por isso, a orientação é intensificar os trabalhos neste período de maior volume de chuvas, para evitar um aumento expressivo de casos no início do próximo ano.

As reuniões do comitê são realizadas mensalmente, com o objetivo de avaliar o cenário epidemiológico e definir estratégias de prevenção e combate às doenças.

Ações de prevenção

Entre as medidas adotadas pela equipe de Endemias estão as visitas domiciliares a cada dois meses, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais. Já os pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos e floriculturas, recebem visitas quinzenais.

Também são realizados bloqueios de casos notificados nas unidades de saúde e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com aplicação de inseticida por meio de bomba costal motorizada, para combater o mosquito adulto.

Outras ações incluem o recolhimento de pneus inservíveis, a aplicação de inseticida em bueiros e as visitas a imóveis disponíveis para locação ou venda, em parceria com imobiliárias. Segundo o coordenador, as atividades são intensificadas nesta época do ano para reduzir os criadouros e a presença do vetor.

Além da dengue, a chikungunya preocupa as autoridades de saúde devido à possibilidade de sequelas prolongadas, que podem comprometer a rotina e a capacidade de trabalho dos pacientes.

Outro ponto de atenção é a circulação dos diferentes sorotipos do vírus da dengue. Até o momento, o sorotipo 3 foi o único identificado no município neste ano. A eventual circulação de outros sorotipos pode favorecer o aumento de casos, especialmente se houver grande quantidade de mosquitos transmissores.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Adriana Spazzapan, avaliou que os números atuais de notificações e confirmações são satisfatórios. Segundo ela, a maioria das amostras analisadas tem apresentado resultado negativo. No entanto, a mudança nas condições climáticas pode alterar esse cenário.

A prevenção também depende da participação dos moradores. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água, manter os quintais limpos e verificar regularmente calhas, ralos, vasos de plantas e outros locais que possam servir de criadouros.

A recomendação das equipes de saúde é manter os cuidados durante todo o período chuvoso. A eliminação de água parada e a identificação de possíveis focos do mosquito são medidas importantes para reduzir o risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika nos próximos meses.

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