O Brasil define neste domingo (25) quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno em uma eleição marcada pela forte polarização política. A votação ocorre em todo o território nacional, com foco na conquista de eleitores que não escolheram os dois finalistas na primeira etapa.
Estão aptos a votar 158.745.463 brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, o eleitorado soma cerca de 2 milhões de pessoas. No município de Três Lagoas, são 88.668 eleitores habilitados. No primeiro turno, 33.469.244 cidadãos não compareceram às urnas. No estado de MS, o número de ausentes foi de 483.210. Em Três Lagoas, 23.379 pessoas não votaram, o que representa 26,42% do eleitorado local.
Estratégias na reta final
A diferença entre os candidatos no primeiro turno foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Essa margem torna crucial a mobilização dos eleitores que faltaram à primeira votação. As campanhas também buscam reverter votos de candidatos que foram eliminados. Outro objetivo é evitar a abstenção entre os apoiadores fiéis de cada lado.
Lula defende a continuidade das políticas sociais e econômicas implementadas em seu governo atual. O petista alerta para os riscos que atribui à eleição do adversário. Flávio Bolsonaro, por sua vez, concentra seu discurso na necessidade de mudança de governo. O candidato do PL aposta no antipetismo e na atração de eleitores de direita que votaram em outras opções no primeiro turno. Ambos intensificaram a propaganda eleitoral, alternando propostas e críticas mútuas.
Trajetórias distintas
Lula, de 80 anos, foi eleito presidente pela primeira vez em 2002 e reeleito em 2006. Após deixar o cargo em 2010, voltou ao Palácio do Planalto em 2023. Neste ano, disputa a reeleição para tentar exercer seu quarto período presidencial, caso vença a votação de domingo.
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, iniciou a carreira política na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Eleito deputado estadual em 2002, renovou o mandato em 2006, 2010 e 2014, completando quatro mandatos consecutivos. Em 2016, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foi eleito. Em 2018, conquistou uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro e iniciou o mandato em fevereiro de 2019. Ainda como senador, disputa em 2026 pela primeira vez a Presidência da República e chegou ao segundo turno na primeira colocação.
A votação de domingo definirá qual dos dois projetos terá a responsabilidade de conduzir o país. Para milhões de eleitores, a decisão representa uma escolha sobre os rumos da economia, das políticas sociais e da atuação do governo federal nos próximos quatro anos.







