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HU-UFGD realiza mutirão de saúde indígena com 500 atendimentos em Dourados

O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) inicia neste sábado, 7 de novembro, uma mobilização voltada à saúde indígena. A ação faz parte da terceira edição de 2026 do mutirão nacional HU Brasil em Ação. A expectativa é realizar cerca de 500 atendimentos em Dourados.

Os serviços incluem consultas, exames especializados, métodos contraceptivos e procedimentos cirúrgicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Parte da programação ocorrerá no sábado, enquanto outros procedimentos estão previstos ao longo do mês de novembro.

A iniciativa tem como objetivo acelerar atendimentos já regulados pelo SUS. O foco é reunir frentes de prevenção, diagnóstico, planejamento reprodutivo e assistência especializada em uma única mobilização. Segundo o hospital, todos os pacientes atendidos já estão inseridos no sistema de regulação, visando reduzir filas e tempo de espera.

Foco na saúde indígena

A edição em Dourados prioriza o acesso da população indígena à saúde. O superintendente do HU-UFGD, Hermeto Paschoalick, destaca o peso simbólico da mobilização diante do cenário regional. Ele afirma que a ação é um marco histórico em defesa dos povos indígenas, especialmente após a escalada da violência no período pós-eleitoral deste ano.

Para Paschoalick, o HU-UFGD atua como uma ferramenta de garantia de direitos e cidadania. O hospital desenvolve estratégias para ampliar o acesso e promover a equidade no atendimento à essas comunidades. A programação inclui consultas em especialidades médicas e de enfermagem, além de exames laboratoriais e diagnósticos.

Saúde da mulher e exames

Entre os serviços previstos estão ações de planejamento reprodutivo. O mutirão oferece a inserção de DIU de cobre e hormonal, incluindo o dispositivo Mirena, além de implantes contraceptivos. A mobilização também contempla exames de DNA-HPV, utilizados para identificar tipos do papilomavírus humano associados ao câncer do colo do útero.

A frente de saúde da mulher inclui procedimentos ginecológicos, laqueaduras e histerectomias. O hospital oferecerá consultas especializadas e exames voltados à prevenção, diagnóstico e tratamento. Esses serviços ampliam a assistência para pacientes que já aguardavam atendimento pelo SUS.

O mutirão também contempla endoscopias, colonoscopias e eletroencefalogramas (EEG). Estão previstos exames de imagem, como ultrassonografia de abdome e ecocardiograma. Pequenas cirurgias para retirada de lesões de pele também fazem parte da programação, assim como consultas em ginecologia e urologia.

A proposta é reunir ações preventivas, diagnósticas e terapêuticas em uma mobilização concentrada. O objetivo é atender às necessidades da população sem alterar o fluxo de regulação do SUS. A ação envolve estudantes de graduação, reforçando a formação profissional voltada a um cuidado qualificado e humanizado.

O Dia E faz parte do projeto HU Brasil em Ação, iniciativa do HU Brasil em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde. A mobilização reúne os 47 hospitais universitários federais administrados pela estatal em 25 unidades da federação. No Brasil, a expectativa para esta edição é superar 49 mil procedimentos apenas neste sábado.

Em 2025, o Dia E teve três edições nacionais e somou quase 100 mil atendimentos. Em 2026, a primeira edição ocorreu em março, com foco na saúde da mulher e mais de 45 mil atendimentos. A segunda foi realizada em maio, voltada à saúde da pessoa idosa, com mais de 52 mil procedimentos registrados. O HU-UFGD integra o HU Brasil desde setembro de 2013.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares é vinculada ao Ministério da Educação e administra 47 hospitais universitários federais. Em Dourados, o impacto prático da mobilização será concentrar atendimentos já aguardados por pacientes indígenas no SUS. A continuidade dos procedimentos ao longo de novembro garante a conclusão do ciclo de cuidados iniciado neste sábado.

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