Quase 60 horas depois de sair de casa para encontrar o namorado, a adolescente de 15 anos foi localizada pela Polícia Civil na manhã de segunda‑feira (5) no bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande.
O desaparecimento começou na sexta‑feira (2), quando a jovem se dirigiu à casa do rapaz após insistência dele. Sem notícias, o pai registrou ocorrência na delegacia.
Na noite de domingo (4), entre 22h33 e 23h17, a adolescente tentou ligar para o pai diversas vezes. Em seguida, enviou mensagens pelo aplicativo, escrevendo: “Pai socorro…” e “O [autor] tá me matando…”.
Na manhã de segunda‑feira, a menor conseguiu outra brecha e enviou à irmã um vídeo mostrando o lábio inferior inchado, a tela do celular estilhaçada e as coordenadas exatas do endereço onde estava confinada.
Resgate e denúncia
Com a localização fornecida, policiais civis chegaram ao imóvel no Aero Rancho, encontraram a adolescente e o homem de 23 anos. Ambos foram conduzidos à sede da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam) para os procedimentos legais.
O suspeito foi autuado pelos crimes de cárcere privado, dano e lesão corporal dolosa praticada contra mulher em ambiente doméstico, permanecendo preso em flagrante na carceragem da Polícia Civil enquanto aguarda audiência de custódia.
Laudo pericial
Em depoimento, a adolescente relatou que as agressões começaram no sábado (3). Segundo ela, o homem pegou seu celular, ficou incomodado com conversas e conteúdos encontrados, quebrou a tela e passou a agredi‑la fisicamente. A partir daí, foi mantida trancada e proibida de sair.
A vítima foi encaminhada ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exame de corpo de delito. O laudo constatou inchaço e escoriações na mucosa do lábio inferior, causados por instrumento contundente.
O delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante com fundamento no Código de Processo Penal. O suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário para a audiência de custódia, enquanto a adolescente segue acompanhada por equipe de assistência da 1ª Deam.
O caso reforça a necessidade de monitoramento de denúncias de violência doméstica e demonstra a rapidez da polícia ao atuar quando a vítima consegue fornecer informações precisas de localização.







