Reinaldo Azambuja, senador eleito e presidente estadual do PL, avaliou nesta sexta-feira (6) os motivos que impediram a campanha de Flávio Bolsonaro de atingir a meta de 70% dos votos válidos em Mato Grosso do Sul. A declaração ocorreu durante a entrega de maquinários rodoviários e agrícolas no pátio da Semadesc, em Campo Grande.
Na reta final do pleito, o ex-governador liderou a mobilização ‘Missão Flávio MS’. A ação reuniu cerca de 70 prefeitos na Capital com o objetivo declarado de alcançar o percentual planejado pela coordenação política. No entanto, o resultado final ficou abaixo dessa expectativa.
Azambuja atribuiu o desempenho ao volume de recursos assistenciais liberados pela União às vésperas da votação. Segundo ele, o governo federal investiu pesado em benefícios, o que influenciou a decisão do eleitorado.
“Acho que teve muito aquilo que você percebeu: nós tivemos aí um grande investimento do governo federal que queimou bilhões de reais em benefícios, ampliando benefícios e criando novos benefícios, o que foi sintomático”, justificou o senador.
Apesar da justificativa, Azambuja ressaltou o respeito à democracia. “Mas é a decisão do eleitor. Não existe nada mais democrático do que a democracia em que você decide e escolhe. Cumprimos nosso papel, fizemos uma grande bancada e tivemos um dos melhores resultados do país”, completou.
Resultado nas urnas
Na contagem final do segundo turno, Flávio Bolsonaro somou 927.892 votos, o que representa 59,60% dos votos válidos no estado. Luiz Inácio Lula da Silva obteve 628.973 votos, correspondendo a 40,40%.
A diferença pró-PL foi de 298.919 votos, uma margem de 19,20 pontos percentuais. O resultado confirmou a vitória da chapa em Mato Grosso do Sul, mas não atingiu o teto de 70% almejado pela campanha local.
Prioridades para o Senado
Ao projetar seu mandato em Brasília, Azambuja apontou que a representação sul-mato-grossense no Congresso Nacional terá foco em infraestrutura e saúde pública. Ele citou a Malha Oeste, a hidrovia e as rodovias federais congestionadas como eixos essenciais.
O senador também destacou a necessidade de reforçar a segurança na faixa de fronteira. Outro ponto central é o aumento da tabela do SUS para socorrer municípios e hospitais filantrópicos. “O grande desafio agora é governar o Brasil e ajudar nos temas que preocupam a população, mas com olhar prioritário para Mato Grosso do Sul”, afirmou.
Encerrando a declaração, o dirigente expressou preocupação com as contas públicas da União. Ele ressaltou a importância de respeitar a vontade do eleitor e torcer para que o país saia da crise fiscal. “Que segue atrapalhando a indústria, o comércio e a vida de todas as famílias”, concluiu.








