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Delcídio Amaral propõe revisão de incentivos fiscais e uso de tecnologia na segurança pública de MS

Delcídio Amaral nos estúdios da Massa FM Campo Grande - Foto: Maria Edite Vendas

Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Massa FM Campo Grande, o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral, expôs suas propostas para saúde, segurança pública e educação, além de sugerir a revisão dos incentivos fiscais concedidos às empresas que se instalam no estado.

Amaral, ex‑senador, ex‑ministro de Minas e Energia e ex‑diretor da Petrobras, recordou a disputa do segundo turno da eleição de 2014 contra Reinaldo Azambuja. Ao analisar a derrota, afirmou que “Em um determinado momento, a minha vantagem era tão grande que eu ia ganhar a eleição (…) e ali foi o meu mal. Escolhi pessoas inadequadas também na coordenação de campanha e cometi outros erros também.”

Entre as prioridades para os primeiros cem dias de governo, o candidato destacou a recuperação dos hospitais de alta complexidade. Usando a Santa Casa de Campo Grande como exemplo, apontou que a instituição tem despesas mensais de aproximadamente R$ 800 mil com energia elétrica. Amaral sugeriu a instalação de um sistema próprio de geração de energia, com placas solares, para reduzir esses custos.

Saúde e energia

Para viabilizar as medidas, Amaral propôs a revisão dos incentivos fiscais concedidos a empresas que investem no estado. A ideia seria estabelecer contrapartidas nas áreas de segurança pública, educação e qualificação da mão de obra local. “Por que que pra se instalar aqui um projeto de 16 bilhões, 20 bilhões, você não vai fazer uma contrapartida de segurança pública, de educação, para qualificar a mão de obra?”, disse o candidato.

Na esfera da segurança, Amaral defendeu o uso intensivo de tecnologia como ferramenta de combate à criminalidade. Em resposta a uma pergunta sobre a criação de uma muralha digital, ele citou drones, satélites e a integração entre forças estaduais e federais, além do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), projeto federal voltado ao monitoramento da região de fronteira.

O candidato também propôs a instalação de câmeras, centrais de comando e controle e sistemas de inteligência, tomando como referência o programa Smart Sampa, de monitoramento da capital paulista. “O que eu defendo pra Mato Grosso do Sul que é atingido fortemente pela questão de segurança pública é tecnologia acima de tudo e é um projeto que vai promover a integração do governo através de um projeto de estado da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul e os empresários do agronegócio, os empresários industriais”, afirmou.

Tecnologia e segurança

Amaral ressaltou a necessidade de contratar policiais já aprovados em concursos e ampliar a integração tecnológica entre segurança, saúde e educação. Segundo ele, a formação de profissionais na área tecnológica deve ser intensificada para atender às demandas do novo modelo de segurança.

No campo da educação, o candidato prometeu cumprir o piso nacional do magistério, recompor os quadros de professores e administrativos e ampliar a formação continuada. Para financiar essas ações, reiterou a revisão dos incentivos fiscais, explicando que “Fizemos revisões em alguns cenários de incentivos que foram dados para as empresas se consolidarem e hoje elas já são protagonistas. Nós vamos ter os recursos adequados pra inclusive atender os administrativos também da educação”.

Amaral ainda pretende ampliar a quantidade de professores concursados na rede estadual, citando o primeiro governo de Zeca do PT, quando 75% dos docentes eram efetivos, como referência para a contratação de servidores estáveis. Ele também destacou investimentos em educação básica, ensino técnico e formação universitária, além de medidas para reduzir a violência e a indisciplina nas escolas.

Sobre a situação financeira do estado, o candidato apontou uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões e um déficit previdenciário superior a R$ 800 milhões. Criticou ainda o desconto de 14% aplicado aos professores para o pagamento do fundo previdenciário, considerando a medida prejudicial ao setor.

Nas considerações finais, Amaral defendeu a ampliação dos modais ferroviário e hidroviário, citando a Ferrovia Noroeste do Brasil como parte de um projeto de integração com a Bolívia e o Peru. Segundo ele, a nova estrutura pode ampliar as possibilidades de exportação para a Ásia, impulsionando o desenvolvimento regional.

A entrevista completa está disponível no site da RCN67. As propostas de Delcídio Amaral deverão ser debatidas nas próximas etapas da campanha, incluindo debates televisivos e encontros com lideranças setoriais, antes das eleições de 2026.

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