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Inep divulga lista final com 5.666 médicos aprovados no Revalida 2025/2

Relação de profissionais habilitados saiu no Diário Oficial da União desta sexta-feira (11) - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta sexta‑feira (11), a lista definitiva do Revalida 2025/2, confirmando a habilitação de 5.666 médicos estrangeiros ou formados no exterior. A publicação encerra a segunda edição de 2025 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, cujas avaliações teóricas e de habilidades clínicas foram coordenadas pelos Ministérios da Educação e da Saúde.

A divulgação foi feita por meio da Portaria nº 493/2026, publicada no Diário Oficial da União, e já pode ser consultada individualmente pelos candidatos na página do Sistema Revalida. Essa relação definitiva, formalizada oficialmente, assegura transparência ao processo e permite que cada médico verifique seu status de habilitação de forma imediata.

Apesar de terem superado as provas teóricas e práticas, a aprovação não garante o registro imediato nos Conselhos Regionais de Medicina nem autoriza o exercício profissional sem etapas complementares. O Inep enfatiza que o certificado de aprovação ainda requer a validação institucional antes de possibilitar a prática clínica no território nacional.

A partir de agora, cada candidato habilitado deve indicar uma universidade pública de ensino superior credenciada e parceira do programa, que analisará a documentação acadêmica, incluindo histórico escolar, diploma e demais comprovações, e emitirá a certidão de revalidação de diploma. Essa certidão atesta a equivalência curricular da formação obtida no exterior com os cursos de graduação em Medicina no Brasil, conforme normas do Ministério da Educação.

Próximos passos

O Revalida verifica se os médicos formados no exterior atendem às Diretrizes Curriculares Nacionais e aos protocolos do Sistema Único de Saúde, abrangendo atenção primária, saúde da família, atendimento ambulatorial e comunitário, práticas hospitalares, além de urgência e emergência médica. A avaliação inclui competências clínicas, diagnósticas e éticas, exigindo que os profissionais demonstrem domínio técnico alinhado aos padrões estabelecidos para o SUS.

O Inep ressalta que o processo não se configura como concurso público, não cria vínculo empregatício com a administração e não destina vagas em cargos estatais; seu objetivo limita‑se ao reconhecimento acadêmico da formação obtida no exterior. Com a certidão emitida pelas universidades parceiras, o médico habilitado poderá solicitar o registro nos Conselhos Regionais de Medicina, passo essencial para iniciar a prática clínica no país.

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