A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta terça‑feira (13), os boletins epidemiológicos atualizados até 26 de setembro, que apontam 31 óbitos confirmados por chikungunya e uma morte por dengue no ano de 2026.
A doença viral registrou 10.615 casos confirmados e 12.250 prováveis, além de 122 gestantes com infecção confirmada. Já a dengue somou 2.234 casos confirmados, uma morte confirmada e outro óbito ainda sob investigação.
Distribuição de casos
Dourados lidera o número de casos prováveis de chikungunya no estado, com 5.278 registros. Na sequência aparecem Corumbá (1.040), Fátima do Sul (647), Jardim (513) e Aquidauana (441).
A incidência estadual de chikungunya é de 444,4 casos prováveis por 100 mil habitantes, índice classificado como alto, pois supera o limite de 300 casos adotado pelo boletim. Douradina apresenta a maior taxa municipal, 4.553,6 por 100 mil, seguida por Batayporã (3.752,8) e Paraíso das Águas (3.593,5). Em Campo Grande, a incidência foi de 5,5 por 100 mil, considerada baixa.
A dengue, por sua vez, totalizou 3.875 casos prováveis, dos quais 2.234 foram confirmados. A taxa estadual ficou em 140,6 casos prováveis por 100 mil habitantes, classificada como média. Santa Rita do Pardo registrou a maior incidência municipal, 2.077,7 por 100 mil, com 146 casos prováveis. Corumbá chegou a 1.020,1 por 100 mil (982 casos), enquanto Costa Rica (212), Ladário (143) e Jardim (155) também apresentaram taxas elevadas. Campo Grande manteve a incidência baixa, 6,6 por 100 mil, com 59 casos prováveis.
Campanha de vacinação
A SES informou que Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e aplicou 223.322, das quais 147.123 foram a primeira dose e 88.420 a segunda. No total, 201.349 doses foram aplicadas na população‑alvo, que inclui crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses e intervalo de três meses entre elas.
Os dados apontam para a necessidade de intensificar as ações de prevenção, sobretudo nas áreas com incidência alta, como Dourados e Santa Rita do Pardo. A SES deve continuar monitorando a evolução dos casos e ampliar a cobertura vacinal, enquanto as autoridades de saúde investigam o óbito ainda não concluído por dengue. O acompanhamento das gestantes infectadas também segue como prioridade para evitar complicações materno‑infantis.








