O Partido Liberal (PL) saiu da primeira volta das eleições de 2026 como a legenda com maior número de representantes eleitos em Mato Grosso do Sul. Foram 14 dos 35 cargos em disputa – duas vagas no Senado, três na Câmara dos Deputados e nove na Assembleia Legislativa – superando o PP e o PT, que ficaram com cinco cadeiras cada.
De acordo com a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 100% das seções apuradas, nenhum outro partido ultrapassou cinco cadeiras. O PP e o PT ficaram empatados com cinco representantes cada, seguidos pelos Republicanos, que conquistaram quatro vagas, e pelo PSDB, que obteve três. As demais legendas somaram menos de três cadeiras cada. Essa distribuição reforça a posição dominante do PL tanto no Legislativo estadual quanto nas casas federais. Com 14 dos 35 cargos em disputa, o PL detém quase 40% da representação total.
Candidatos ao Senado
No pleito ao Senado, o PL conquistou as duas vagas. Reinaldo Azambuja foi o candidato mais votado, com 903.554 votos (34,64% do total), seguido por Capitão Contar, que recebeu 856.045 votos (32,82%). A coligação de esquerda ficou distante: Vander Loubet (PT) obteve 13,88% e a incumbente Soraya Thronicke (PSB) 13,07%, perdendo a cadeira que deixará em janeiro.
Para a Câmara dos Deputados, o PL somou 446.652 votos, cerca de 31% dos válidos, quase o dobro da segunda colocada, Republicanos, que recebeu 254.390 votos. O resultado garantiu três das oito vagas federais de MS. Os eleitos foram Marcos Pollon (140.129 votos), Mara Caseiro (120.199) e Rodolfo Nogueira (103.303). Pollon foi o segundo candidato mais votado do Estado, atrás apenas de Camila Jara (PT), que obteve 154.157 votos. Pollon e Nogueira foram reeleitos, enquanto Caseiro, deputada estadual, chega pela primeira vez ao Congresso.
Candidatos à Assembleia
Na Assembleia Legislativa, o PL recebeu 418.569 votos, mais que o dobro do PSDB, que ficou em segundo lugar com 187.969 votos. Com esse total, a legenda ocupará 37,5% das 24 cadeiras a partir de 2027, distribuídas entre sete deputados eleitos pelo quociente partidário e dois nas sobras. Os dois candidatos mais votados foram Zé Teixeira (54.080 votos) e Paulo Corrêa (44.541). Também foram reeleitos Coronel David, Lucas de Lima e Marcio Fernandes. Os novatos que ingressam na bancada são Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos e André Salineiro.
O desempenho do PL também se refletiu na disputa presidencial em MS. Flávio Bolsonaro, candidato do partido, recebeu 873.351 votos, equivalentes a 58,60% do total estadual, enquanto o ex‑presidente Lula (PT) obteve 516.855 votos (34,68%). A margem de 356 mil votos supera a diferença nacional, onde a disputa ficou em 47,03% a favor de Flávio e 45,16% para Lula, encaminhando o pleito para o segundo turno.
No único cargo majoritário em que o PL não lançou candidato próprio, o partido integrou a coligação do governador Eduardo Riedel (PP), reeleito no primeiro turno com 914.323 votos (67,07%). A aliança contou com dez partidos, tendo Barbosinha (Republicanos) como vice‑governador. Assim, o PL mantém influência no Executivo estadual apesar de não ter candidato à reeleição.
A apuração da Assembleia ainda pode sofrer ajuste. Os votos do deputado Jamilson Name (PP) permanecem sub judice, e o TSE registrou 35.656 votos anulados nessa condição. Caso a Justiça Eleitoral reverta a situação, a distribuição das vagas pode ser alterada. Os senadores e deputados eleitos tomam posse em fevereiro de 2027; antes disso, o eleitor sul‑mato‑grossense voltará às urnas no segundo turno da eleição presidencial.








