A Prefeitura de Paranaíba iniciou a instalação de mata-burros de concreto em estradas da zona rural. A ação prioriza os trechos utilizados pelo transporte escolar. O prefeito Michael Queiroz afirmou que os critérios foram definidos após audiências e um acordo com o Ministério Público. O objetivo é garantir que os equipamentos atendam ao interesse coletivo.
Definição dos critérios
Segundo o gestor, o município confeccionou cerca de 100 mata-burros durante o primeiro mandato. No entanto, a quantidade não foi suficiente para atender a todas as solicitações. Os pedidos partiram de moradores, ex-gestores e pessoas ligadas à administração municipal. A grande demanda levou a Prefeitura a buscar uma definição jurídica sobre os locais adequados para a instalação.
Pelo entendimento firmado, os equipamentos devem ser colocados em estradas públicas. Há prioridade para os trechos percorridos pelos veículos do transporte escolar. Estradas particulares e acessos secundários, chamados pelo prefeito de “galhos de estrada”, não serão priorizados. Essa definição busca dar segurança jurídica à administração e evitar que recursos públicos sejam utilizados em locais sem interesse coletivo.
Logística da instalação
A instalação já começou. Michael Queiroz informou que dois mata-burros estão em execução e que uma unidade foi instalada nesta semana. Entre os primeiros locais citados estão as regiões do Laço Simão e de São João da Poré. Essas áreas contam com linhas de transporte escolar ativas.
O prefeito destacou que a colocação dos mata-burros exige uma operação com diferentes veículos e máquinas. A estrutura envolve pá-carregadeira, caminhão-caçamba, caminhão com guincho ou munck e outro caminhão de apoio. A logística torna a instalação mais complexa do que a fabricação das peças.
De acordo com Michael, a produção chegou a quatro unidades por semana em determinados períodos. Já a instalação pode alcançar duas por dia, dependendo das condições e da disponibilidade dos equipamentos. A equipe responsável pela fabricação foi deslocada para outras frentes de trabalho, como reparos em canaletas e construção de meio-fio.
O grupo incluía trabalhadores ligados a Paulo Assis e ao projeto Elo. Levava cerca de uma semana para produzir duas unidades, embora em alguns períodos conseguisse fabricar quatro. A mudança permite ampliar o atendimento a outras demandas da infraestrutura urbana. Enquanto isso, a instalação dos mata-burros segue com foco nas estradas públicas e nas rotas utilizadas pelos estudantes da zona rural.








