O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, classificou sua campanha eleitoral como limpa e propositiva. Em entrevista realizada na escola Maestro Frederico Lieberman, ele afirmou que encerra o período de mobilização com o sentimento de dever cumprido. O gestor destacou que o foco da disputa foi apresentar à sociedade os resultados dos quatro anos de gestão e detalhar o projeto para um eventual novo mandato.
Segundo Riedel, a estratégia buscou transmitir clareza sobre o que foi feito e os próximos passos. “A gente conseguiu transmitir à sociedade sul-mato-grossense, no caso de uma reeleição, o que foi feito e uma clareza do nosso projeto”, declarou. O governador ressaltou que a campanha teve caráter voltado à exposição de resultados e propostas concretas para o estado.
Disputa diferente da primeira
Riedel apontou que a dinâmica desta eleição difere da primeira disputa pelo governo do estado. Ele lembrou que, na ocasião anterior, precisava se apresentar ao eleitorado, iniciando o processo com apenas 3% das intenções de voto. Agora, o cenário mudou, pois a população já o conhece como gestor e candidato. A campanha, portanto, focou em mostrar a trajetória administrativa e o rumo pretendido para os próximos quatro anos, em conjunto com os eleitos para o Senado, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional.
Questionado sobre seu papel como articulador político, o governador respondeu que nunca deixou de atuar dessa forma, mesmo antes de ingressar na política partidária. Para ele, a articulação ocorre em torno de propósitos, respeitando os objetivos definidos para o Estado e para a sociedade. “O que a gente fez na campanha foi mostrar isso e olhar para frente”, afirmou.
Cautela e ações judiciais
Sobre a possibilidade de vitória no primeiro turno, Riedel evitou antecipar conclusões. Ele citou a existência de pesquisas e informações, mas preferiu aguardar a abertura das urnas para respeitar a decisão dos eleitores. “Eu sou daqueles cautelosos e aguardo sempre o resultado das urnas”, disse. O governador contou que passaria o dia de forma reservada, com café da manhã com pão de queijo, almoço em casa e acompanhamento da apuração ao lado de familiares, amigos e apoiadores, incluindo a senadora Tereza, o senador Reinaldo e o senador Contar.
Ao comentar a eleição presidencial, Riedel classificou o cenário nacional como indefinido, tensionado e polarizado. Ele declarou apoio a Flávio, citado como candidato a presidente da coligação. O governador também criticou a situação macroeconômica do país, mencionando juros recordes, endividamento de famílias e dificuldades no comércio. Para ele, há um crescimento do sentimento por mudança de rumo no Brasil.
Na reta final da entrevista, Riedel afirmou que recebeu bastante ataque durante a campanha, mas optou por não responder pela mídia. Segundo ele, as discussões foram levadas ao campo judicial. O governador citou mais de 70 ações judiciais, afirmando ter tido 100% de êxito nelas. As decisões envolveram conteúdos classificados como fake news, além de multas e retirada de materiais considerados inventados. “Fake news, invenção, maldade, aí é a Justiça que vai resolver”, concluiu, reforçando a defesa de uma campanha baseada em propostas e resultados.








