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Santa Casa de Campo Grande recebe R$1,61 milhão em repasse da saúde

Hospital enfrenta crise financeira e é alvo de investigações sobre contratos - Foto: Arquivo RCN67

Santa Casa de Campo Grande recebeu R$1,61 milhão em repasses da saúde referentes a setembro de 2026, equivalente a quase metade do total de R$3.207.753,96 destinado a instituições municipais no período, conforme publicação do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta sexta-feira (9).

Além da Santa Casa, a Prefeitura destinou R$273.099,81 ao Hospital São Julião, R$182.392,17 ao Hospital Adventista de Campo Grande, R$133.698,98 ao Hospital do Câncer Dr. Alfredo Abrão e R$120.884,72 ao Hospital Nosso Lar, entre outras instituições.

O repasse ocorre em meio à crise financeira da Santa Casa, que suspendeu cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em julho. O hospital também relatou falta de insumos e medicamentos, além de atrasos nos pagamentos de equipes médicas.

A Santa Casa está sendo investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por contratos com a empresa Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços. A ex‑presidente Alir Terra Lima e mais seis pessoas foram ré em denúncia recebida em 1º de outubro, acusadas de peculato, falsidade ideológica e corrupção, com valores questionados de R$1,97 milhão destinados ao SUS.

Crise e repasse

Em outra frente, a Operação Antidotum, deflagrada em setembro, apura suspeitas de irregularidades em contratos da Santa Casa e da operadora de saúde ligada à instituição. Um dos contratos investigados teria causado prejuízo de pelo menos R$3,5 milhões, valor ainda em apuração.

Outros repasses listados no Diário Oficial incluem R$75.343,41 ao Med Rim, R$70.092,77 ao Pro Renal (DaVita Pantanal), R$2.923,13 ao HA Instituto de Prevenção Campo Grande MS e R$85.408,92 ao Hospital Adventista do Pênfigo, totalizando R$3.207.753,96.

Para a população, a suspensão de procedimentos e a falta de recursos podem atrasar tratamentos e aumentar a pressão sobre os demais hospitais da região, que já recebem repasses menores.

As investigações continuam em andamento. O Ministério Público mantém o processo ativo, enquanto a Prefeitura aguarda a conclusão das auditorias para ajustar os repasses futuros e garantir a continuidade dos serviços de saúde.

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