Crianças de até seis anos com hemofilia A poderão receber, a partir de agora, um novo medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após aprovação do Ministério da Saúde. O acesso será garantido em todo o território nacional.
O emicizumabe foi autorizado para pacientes que não apresentam inibidores do fator VIII, proteína essencial à coagulação. Diferente da reposição tradicional, que exige infusão intravenosa, o fármaco é aplicado por via subcutânea, ou seja, sob a pele.
Além da aplicação mais simples, o emicizumabe tem demonstrado redução na frequência de sangramentos, uma das principais complicações da doença, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das crianças.
A hemofilia A é uma condição genética que impede a coagulação adequada, provocando sangramentos prolongados em articulações, músculos e outros tecidos. Sem controle, esses episódios podem gerar dor, lesões e sequelas permanentes. A prevenção dos sangramentos é fundamental para a qualidade de vida dos pacientes.
Novo protocolo
O protocolo aprovado define critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão, bem como normas para acompanhamento, controle e avaliação do tratamento. A implementação será nacional; as secretarias de Saúde deverão organizar serviços de referência e fluxos de atendimento. As regras incluem acompanhamento regular e avaliação da eficácia do medicamento.
Antes de iniciar a terapia, pacientes ou seus responsáveis legais receberão informações detalhadas sobre benefícios esperados, riscos e possíveis efeitos adversos. O Ministério da Saúde acompanha a implementação. A notícia foi divulgada pela Agência Brasil e publicada inicialmente no portal RCN67.








