A senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou a integrar a lista das 100 mulheres mais influentes do agronegócio brasileiro. O reconhecimento faz parte da segunda edição do levantamento “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicado pela revista Forbes Brasil em outubro.
A parlamentar, que já havia figurado na edição pioneira de 2021, é reconhecida por sua trajetória no setor. Formada em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), ela comandou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entre janeiro de 2019 e março de 2022.
Atuação política e técnica
Após deixar o ministério, Tereza Cristina assumiu o mandato no Senado Federal em 2023. Na Casa, sua atuação foi destacada pela capacidade de articulação em Brasília e no mercado externo. Ela conduziu a relatoria do projeto de lei para regularização fundiária em faixas de fronteira, aprovado no Congresso, embora com vetos parciais do Executivo.
A senadora também liderou missões oficiais aos Estados Unidos. O objetivo foi negociar a redução de barreiras tarifárias contra as exportações brasileiras. Esses movimentos reforçam seu papel na defesa dos interesses do agro no cenário internacional.
Impacto no setor produtivo
Durante sua gestão ministerial, um dos atos de maior impacto foi o desenho do Plano Nacional de Fertilizantes. A diretriz estabeleceu a meta de reduzir a dependência de adubos importados de 85% para 50% até 2050. Essa política visa fortalecer a segurança alimentar e a autonomia tecnológica do país.
A nova lista da Forbes Brasil reúne cem profissionais, incluindo produtoras rurais, pesquisadoras, executivas e dirigentes. O objetivo é medir a presença feminina em cadeias de decisão do setor. A seleção considera três critérios centrais: poder deliberativo, impacto socioeconômico direto e influência institucional sobre o mercado.
O levantamento retoma o modelo amplo de perfis após ciclos que analisaram frentes específicas, como recortes para pesquisadoras doutoras e sucessão familiar. Além de nomes da política, a lista inclui atuações técnicas em diversos estados, garantindo representatividade de mulheres do agro em Mato Grosso do Sul e em outros grandes polos de produção de grãos e proteína animal do país.








