Após mais de uma década de obras paralisadas, o Projeto UFN-3 voltou a fazer parte da rotina de Três Lagoas. A nova etapa do empreendimento da Petrobras já reúne aproximadamente 1.200 trabalhadores envolvidos nas atividades de construção e montagem da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN 3).
O número de profissionais representa um dos primeiros reflexos concretos da retomada de um dos maiores empreendimentos em execução no município. A movimentação das empresas contratadas aumenta a circulação de trabalhadores, a procura por serviços e a demanda por imóveis, gerando novas oportunidades de emprego.
Mobilização local
A Engeko Engenharia foi a primeira empresa a iniciar a mobilização em Três Lagoas para esta nova fase e já conta com mais de 400 profissionais. Cerca de 80% desse efetivo é formado por trabalhadores da própria cidade.
Com o avanço das atividades, outras empresas também começaram a se mobilizar para atender às diferentes etapas do projeto. O efetivo tende a crescer conforme as obras avançam, com novas contratações previstas ao longo do ano.
As empresas que atuam na UFN-3 vêm abrindo vagas para áreas como construção civil, montagem industrial, elétrica, instrumentação, manutenção e operação de máquinas. Entre as funções procuradas estão ajudante de eletricista, ajudante de instrumentação, ajudante de montagem, armador, caldeireiro, carpinteiro, eletricista, encanador industrial, mecânico montador, montador de estruturas, operador de máquinas, pedreiro, pintor industrial, soldador e topógrafo, entre outras.
Impacto nos serviços
A retomada também começa a produzir efeitos fora do canteiro de obras. O aumento do número de trabalhadores mobilizados amplia a procura por alimentação, transporte, hospedagem, aluguel de imóveis e outros serviços. O impacto tende a alcançar diferentes setores da economia local à medida que o número de profissionais envolvidos no projeto aumentar. O mercado imobiliário está entre os segmentos que acompanham esse movimento. A chegada de trabalhadores de outras regiões e a permanência de equipes durante as diferentes fases da construção aumentam a procura por imóveis para locação e também para venda. A Petrobras aprovou em abril a retomada da UFN-3, com previsão de aproximadamente US$ 1 bilhão em investimentos adicionais. Em junho, foram assinados os contratos para a continuidade do empreendimento, dando início à nova etapa de mobilização das empresas. A obra permaneceu paralisada por mais de dez anos. O longo período de interrupção fez com que a conclusão da fábrica deixasse de ser uma expectativa imediata para a população e para o setor produtivo local. Agora, a retomada começa a mudar esse cenário. O avanço das obras recoloca a UFN-3 entre os principais empreendimentos de geração de empregos e movimentação econômica de Três Lagoas, ao lado dos grandes investimentos industriais que transformaram o perfil econômico do município nas últimas décadas.








