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Prefeitura de Dourados desocupa área pública no bairro João Paulo II

A Prefeitura de Dourados concluiu na manhã desta quarta-feira, 23, a desocupação de uma área pública no bairro João Paulo II. O local, conhecido popularmente como “favelinha do João Paulo”, era alvo de constantes reclamações de moradores e registros da Guarda Municipal.

Segundo dados da corporação, a área acumulou 17 atendimentos entre janeiro e agosto deste ano. Quatro dessas ações resultaram na recaptura de pessoas consideradas foragidas da Justiça, evidenciando a gravidade da situação no entorno.

Operação integrada

A retirada foi realizada por uma força-tarefa integrada da Secretaria Municipal de Planejamento (Sepaln), da Agência Municipal de Habitação e Interesse Social (Agehab) e da Guarda Municipal. A Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf) também participou, disponibilizando uma máquina para remover barracos e a grande quantidade de lixo acumulada no local.

A Guarda Municipal atuou para garantir a segurança dos servidores da Agehab durante os procedimentos de vistoria, levantamento da área e identificação das pessoas encontradas. A presença da corporação respondeu também ao cenário de insegurança relatado pelos moradores da região.

A desocupação atendeu a uma recomendação do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE/MS). A medida também respondeu a reivindicações sucessivas de moradores, que relatavam ocupação irregular do espaço público e a construção de estruturas precárias.

Relatos citados pela Prefeitura indicam que a situação gerava incômodo pela presença constante de usuários de drogas na área ocupada. O histórico de ocorrências foi um dos elementos centrais que motivaram a operação desta quarta-feira.

Levantamento e próximos passos

A ação começou na semana anterior, quando equipes da Agehab realizaram vistoria e levantamento. O trabalho incluiu a verificação das ocupações existentes e a atualização de informações sobre pessoas cadastradas anteriormente.

Esse levantamento busca verificar a situação de eventuais famílias que ainda mantenham vínculo com o local, considerando mudanças ocorridas desde os primeiros cadastros. A Prefeitura não informou, até o momento da publicação, quantas pessoas foram identificadas na área nem se houve encaminhamento social após a desocupação.

Fábio Luis, secretário municipal de Planejamento, afirmou que a medida teve como objetivo preservar o patrimônio público e impedir novas ocupações irregulares. Ele destacou que a ação contribui para a segurança no entorno, uma vez que o espaço é descrito pela gestão como área de interesse ambiental permanente.

Com a área desocupada, o próximo efeito prático esperado pela gestão municipal é manter o espaço sob controle público. O objetivo é evitar que novas estruturas sejam erguidas em um ponto que já vinha acumulando registros de atendimento da Guarda Municipal.

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