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Eleição em Três Lagoas: alianças cruzam ideologias e STF amplia Ficha Limpa

Nas ruas de Três Lagoas a campanha ainda parece contida, mas nas redes sociais o clima é de confronto. Na reta final das eleições municipais, surgem indiretas, acusações e respostas entre candidatos e grupos políticos. A disputa tem gerado um fluxo intenso de bate‑bocas digitais, enquanto aliados externos já se posicionam oficialmente ao lado de seus representados.

Alguns candidatos, ausentes das pesquisas, mantêm a esperança ao apostar no voto de última hora. Nos bastidores, analistas apontam que eleitores costumam decidir cargos menos disputados apenas nos dias que antecedem o pleito. Assim, até o domingo ainda há quem acredite que a maré pode mudar e que a decisão de milhares de eleitores ainda está em aberto.

A chamada ‘dobradinha coletiva’ tem ganhado força na disputa local. Candidatos aparecem lado a lado em comícios, panfletos e vídeos, recebendo apoio de diferentes grupos e ampliando a rede de votos. A lógica é simples: quanto mais nomes pedem apoio a um candidato, maior a visibilidade e a capacidade de mobilizar eleitores. Nesse cenário, a exclusividade de alianças parece ter deixado de ser regra.

Dobradinha eleitoral

Surpreendentemente, a lógica partidária tem sido flexível. Um candidato que se autodeclara de direita pode apoiar publicamente um nome identificado com a esquerda, justificando a escolha pela pessoa e não pela legenda. Essa prática evidencia que, na prática, as fronteiras ideológicas são transponíveis quando o objetivo é conquistar votos, gerando alianças que antes seriam impensáveis.

O Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, reforçou nesta semana que a Lei da Ficha Limpa pode alcançar condenações anteriores a 2010 por crimes contra a vida e a dignidade sexual. O entendimento deixa claro que a inelegibilidade não constitui nova pena, mas uma condição verificada no momento do registro da candidatura. A decisão mantém o entendimento já adotado pelo tribunal e afasta a tese de retroatividade como sanção adicional.

Com o domingo marcado para a votação, a decisão do STF pode excluir candidatos que ainda não haviam sido barrados pelos tribunais eleitorais. Partidos e candidaturas já iniciaram a revisão de seus registros, buscando adequar-se ao novo entendimento. Eleitores, por sua vez, deverão observar as listas atualizadas nas urnas, já que a elegibilidade de alguns nomes pode mudar até a última hora.

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