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Vereadores de Três Lagoas cobram solução para estrada que liga ao Porto de Areia após fortes chuvas

Na sessão da Câmara Municipal de Três Lagoas, realizada na terça‑feira, 6, vereadores denunciaram a precariedade da estrada de acesso ao Porto de Areia, intensificada pelas recentes chuvas. Os parlamentares relataram reclamações de moradores que enfrentam dificuldades de deslocamento, sobretudo em períodos de precipitação, e exigiram providências imediatas.

O vereador Adriano César Rodrigues, conhecido como Sargento Rodrigues, abriu a discussão afirmando que as queixas são recorrentes e que a situação se agrava nas chuvas, comprometendo o tráfego de veículos pesados que transportam areia e cascalho para a cidade e municípios vizinhos. Em seguida, o vereador Wagner Tenório, apelidado de Silverado, reforçou o alerta, classificando a condição da via como “preocupante” e sugerindo que a demanda seja encaminhada ao Governo do Estado.

Obra e custos

Silverado informou que pretende solicitar ao governador Eduardo Riedel a avaliação de medidas para melhorar a estrada. A via, que serve os portos Independência e Areia Nossa Senhora Aparecida, recebeu uma obra de infraestrutura autorizada em outubro de 2022, durante a gestão do ex‑prefeito Ângelo Guerreiro. O projeto, que responde a reivindicação de proprietários rurais, abrange 9,18 km de extensão, com 86.830 m² de revestimento primário, 62 m de drenagem subterrânea em tubos de concreto e galerias, além da instalação de sinalização vertical.

O investimento totalizou R$ 4,2 milhões, acima do valor inicial previsto de R$ 3,5 milhões para a execução do revestimento primário. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Osmar Dias, o serviço realizado não corresponde a uma pavimentação asfáltica, mas a um revestimento primário destinado a melhorar a circulação. O material utilizado tem vida útil estimada em dois anos e, segundo o secretário, já teria ultrapassado esse prazo, especialmente devido ao intenso tráfego de veículos pesados.

Desafios climáticos

Osmar Dias explicou que as condições climáticas atuais impedem intervenções imediatas. Com o solo encharcado, o material de manutenção não pode ser aplicado adequadamente. “Todo o material já está saturado, ele está encharcado. Não tem como eu jogar nada. Então, eu preciso que venha uma estiagem para a gente conseguir fazer a manutenção”, afirmou o secretário.

Ele acrescentou que o município já acumula quase 800 mm de chuva em 2026, o que dificulta ainda mais a execução de obras de consolidação. A previsão da administração é que a manutenção mais efetiva seja realizada após um período de estiagem, quando o solo permitir a aplicação dos materiais de reforço.

A prefeitura também destacou que possui projetos para melhorar outras estradas e áreas rurais, como as regiões do Oásis, Tucunaré, Maresias e Estrada da Ponte Velha. Contudo, Osmar Dias ressaltou que a prioridade, no momento, é concluir a pavimentação da área urbana antes de ampliar os investimentos nas zonas rurais, devido ao alto custo dos projetos.

Os vereadores reiteraram a necessidade de que o governo estadual avalie a situação e libere recursos ou apoio técnico para acelerar a solução. Enquanto isso, os moradores continuam enfrentando transtornos, sobretudo durante as chuvas, que tornam a travessia da estrada perigosa e dificultam o escoamento da produção local.

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