A Rede Feminina de Combate ao Câncer intensificou as atividades do Outubro Rosa em Três Lagoas. A entidade promove palestras em empresas, ações de prevenção, venda de camisetas e eventos solidários. O objetivo principal é manter o atendimento a pacientes em tratamento contra o câncer.
Em entrevista ao programa RCN Notícias, da TVC HD Canal 13.1, Sônia Ivonisko, presidente da entidade, explicou que a procura cresce neste período. No entanto, a Rede mantém ações contínuas durante todo o ano. Empresas frequentemente convidam a equipe para orientar funcionários sobre prevenção, especialmente no mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama.
“Já temos várias ações recorrentes do ano, mas sempre no Outubro Rosa a demanda é um pouco maior”, afirmou Sônia. Apesar do nome, a instituição atende homens, mulheres e crianças. Atualmente, mais de 100 pacientes recebem apoio da entidade, que atua principalmente no acolhimento e na oferta de atividades complementares ao tratamento médico.
Projetos e suporte integral
Entre os projetos oferecidos estão acupuntura, dança do ventre, atendimento psicológico, orientação jurídica, costura criativa, bordado, fuxico e EcoJoia. As atividades acontecem diariamente e funcionam como espaço de convivência, apoio emocional e fortalecimento para pacientes e familiares.
Sônia explicou que a Rede não substitui o tratamento de saúde, mas ajuda o paciente a enfrentar o período da doença com mais suporte. As tardes de atividades terminam com lanche e momentos de convivência entre os participantes. A entidade também mantém apoio alimentar mensal. Atualmente, cerca de 36 pacientes recebem cestas básicas, e a Rede pede doações de café e arroz para ajudar na montagem dos kits.
De acordo com Sônia, quanto menos a instituição precisa gastar com itens básicos de alimentação, mais recursos consegue direcionar a outros benefícios para os pacientes. Uma das principais ações de arrecadação deste mês será o vatapá da Bazé, marcado para o dia 18 de outubro. O convite custa R$ 50 e serve duas pessoas. A presidente explicou que o dinheiro arrecadado já tem destino definido.
“Esse dinheiro do vatapá já é o Natal dos nossos pacientes”, disse Sônia. A proposta é custear o jantar de fim de ano para pacientes e familiares, além da entrega de uma cesta especial de ceia de Natal, mais completa que a cesta básica distribuída mensalmente.
Arrecadação e voluntariado
As camisetas do Outubro Rosa também estão à venda por R$ 50 na Rede Feminina. Todo o valor arrecadado com os produtos, o brechó, o espaço de artesanato, doações e eventos ajuda a manter os serviços oferecidos aos pacientes. Sônia destacou que o brechó garante entrada diária de recursos para cobrir despesas fixas, como luz, funcionários e manutenção. A Rede recebe roupas, sapatos e acessórios masculinos, femininos e infantis.
Os itens são vendidos a preços populares, com peças que, segundo a presidente, costumam variar de R$ 2 a R$ 10. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 13h às 17h. A Rede fica na rua Zuleide Perez Tabox, 150, esquina com a rua João Silva.
A voluntária Selma Bento, integrante do grupo de prevenção, fez um convite para que mais pessoas participem das ações da Rede. A instituição tem 64 voluntários inscritos, mas cerca de 20 atuam de forma ativa. Os voluntários ajudam em eventos, campanhas de arrecadação e ações externas em que a Rede participa. Para Selma, o trabalho voluntário também transforma quem se dispõe a ajudar.
“É melhor ajudar do que ser ajudado”, resumiu. Ela também reforçou a importância do autoexame e dos exames periódicos. Selma lembrou que o câncer de mama descoberto precocemente tem grande chance de cura e pediu que as mulheres reservem tempo para observar o próprio corpo e procurar atendimento de saúde quando necessário.
A Rede também recebe doações de cabelo e oferece perucas personalizadas aos pacientes. Sônia explicou que as peças não ficam prontas para retirada imediata, já que são feitas conforme o gosto, a necessidade e a tonalidade de cabelo de cada pessoa atendida. O serviço é gratuito e conta com trabalho voluntário.
Selma destacou que o diagnóstico de câncer costuma afetar não apenas o paciente, mas também familiares próximos. Por isso, o suporte emocional, psicológico e terapêutico oferecido pela Rede ajuda no enfrentamento da doença e na reconstrução da autoestima.
Entre as ações do mês, a Rede programou o projeto Espelho Mágico para o dia 26, no salão da Karina. Na data, funcionários do salão vão abrir o espaço exclusivamente para as pacientes, com cabelo, maquiagem, sobrancelha, unha e café especial. A Oligoflora também firmou parceria para oferecer drenagem, limpeza facial e massagem facial às pacientes.
Sônia convidou empresas, comércios e pessoas da comunidade a colaborarem com brindes, serviços ou doações. A presidente afirmou que o contato direto com os pacientes costuma aproximar novos apoiadores da causa. “Na hora que você se torna voluntário, você se apaixona”, declarou.
A Rede informou que recebeu apoio da Prefeitura com motorista para buscar pacientes e levá-los até a entidade para participar dos projetos. Sônia disse que essa é a única ajuda pública direta recebida atualmente para as atividades da instituição. O transporte para tratamento fora do município, que antes era feito pela Rede, passou a ser responsabilidade da Prefeitura.
Embora Três Lagoas tenha atendimento de quimioterapia, pacientes ainda precisam viajar para cidades como Jales, Barretos e Campo Grande, principalmente em casos que exigem radioterapia, serviço que não foi citado como disponível no município. A Rede Feminina reforça que o atendimento é aberto a todos os pacientes em tratamento contra o câncer, sem distinção. Para receber apoio, a pessoa deve procurar a instituição e fazer a inscrição.








