O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), afirmou no domingo, 26, logo após registrar o voto em Campo Grande, que a definição de mudanças na estrutura administrativa do estado e a indicação de novos nomes para a equipe de governo só ocorrerão depois da discussão dos projetos previstos para a Assembleia Legislativa.
Riedel explicou que o planejamento para o próximo período da administração envolve organizar a estrutura de governo e concluir as medidas que serão submetidas aos deputados estaduais. Ele ressaltou que a divulgação das alterações depende do andamento desse processo legislativo.
“Eu tenho que esperar concluir o ano legislativo com todos os projetos de lei e sugestões que a gente vai mandar para a Assembleia, para, a partir do que ficar definido, depois dessa discussão do Legislativo com o Executivo, a gente falar de nomes”, declarou o governador.
O mandatário também abordou as especulações sobre possíveis mudanças em cargos e secretarias, citando o retorno de nomes que deixaram a gestão para disputar cargos eletivos, como Jaime Verruck, Viviane Luiza e Marcelo Miranda. Riedel afirmou que não pretende antecipar nomes antes da conclusão das discussões sobre as propostas administrativas e legislativas.
Planejamento administrativo
Riedel descartou a ideia de encaminhar todas as medidas em um único pacote. Cada proposta tem características, prazos e validade próprios, e os projetos serão enviados à Assembleia à medida que forem concluídos. “Não é um pacotão que vai, nada disso. Vão sendo enviados projetos, porque cada um tem uma natureza de prazo, de tempo, de validade”, afirmou.
Para garantir transparência, o governador anunciou que realizará uma entrevista coletiva para apresentar à imprensa as medidas que serão encaminhadas ao Legislativo. O objetivo, segundo ele, é permitir que os projetos sejam conhecidos antes de avançarem na tramitação, reforçando o papel dos deputados estaduais na legitimação das propostas.
Discussão legislativa
Quando questionado sobre a possibilidade de mudanças na alíquota do ICMS, Riedel não apresentou definição, nem detalhou percentuais, calendário ou propostas específicas. Ele ressaltou que o planejamento será conduzido com cautela, levando em conta o equilíbrio das contas públicas e a análise de cada projeto antes do envio à Assembleia.
O governador destacou que a manutenção do equilíbrio fiscal será um dos pontos considerados na reorganização administrativa. Ele citou a qualidade do gasto público e o nível de arrecadação como fatores orientadores das decisões, afirmando que nenhum ajuste será feito em detrimento da saúde das contas do estado.
Entre as áreas prioritárias estão educação, saúde e infraestrutura. Riedel reiterou a continuidade dos investimentos nas escolas, a regionalização dos serviços de saúde e as obras de infraestrutura. “Mais uma vez, Mato Grosso do Sul tem crescido acima da média. A gente tem que traduzir isso para o social, nós temos que incluir cada vez mais as pessoas”, declarou.
O governador ainda ressaltou que o estado ocupa a terceira posição entre as unidades da Federação em distribuição de renda, relacionando esse resultado às políticas educacionais, à geração de empregos e aos investimentos públicos. Contudo, as medidas concretas para o próximo período ainda dependem da apresentação dos projetos e da discussão com os deputados estaduais.
Os próximos passos incluem a finalização técnica de cada proposta, o envio gradual à Assembleia e a realização da entrevista coletiva anunciada. Após a aprovação dos deputados, o governo poderá avançar na nomeação de secretários e na implementação das reformas administrativas previstas para o restante do mandato.







