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Câmara de Campo Grande reúne assinaturas para abrir CPI da operação tapa-buracos

Vereadores querem investigar contratos, redução de investimentos e problemas na execução dos reparos nas ruas Foto: CMCG

Na sexta-feira (16), vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande reuniram as assinaturas necessárias para solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a operação tapa-buracos na capital sul-mato-grossense.

O requerimento foi apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) e prevê um prazo de 120 dias para a investigação. Entre os pontos que os parlamentares desejam esclarecer estão possíveis irregularidades em contratos, a redução dos investimentos na manutenção das vias a partir de 2026 e a falta de respostas dentro do prazo a pedidos de informação já aprovados pela Câmara.

Operação tapa-buracos

Segundo os vereadores, a operação não tem atendido às demandas da população, que reclama de buracos e pavimentação precária. O presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), afirmou que a CPI será um instrumento para debater e investigar os motivos da ineficácia do serviço, reforçando a necessidade de transparência.

Antes de ser instalada, o pedido deverá passar pela análise da Procuradoria Jurídica. Caso seja aprovado, a Mesa Diretora definirá os integrantes da comissão, bem como a presidência e a relatoria, garantindo a condução dos trabalhos de forma técnica e independente.

Convocação do secretário

A pressão por respostas também chegou ao Executivo municipal. Na sessão de quinta-feira (15), os vereadores aprovaram a convocação do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Moura Brandão, para prestar esclarecimentos sobre a operação tapa-buracos. O secretário deverá comparecer à sessão ordinária de terça-feira (20) e responder aos questionamentos dos parlamentares.

Se a CPI for efetivada, ela terá a missão de examinar detalhadamente os contratos firmados para a manutenção das ruas, bem como os recursos financeiros destinados ao serviço, buscando identificar falhas ou desvios que comprometam a qualidade das vias.

A iniciativa reflete a crescente insatisfação dos cidadãos com o estado das ruas e a expectativa de que a investigação traga medidas corretivas, garantindo investimentos adequados e respostas rápidas às demandas da população.

O próximo passo da Câmara será aguardar o parecer da Procuradoria Jurídica e, em caso positivo, definir a composição da CPI. O prazo de 120 dias de investigação já está estabelecido, e a sociedade de Campo Grande acompanha o desenrolar do processo, que pode influenciar futuras políticas de infraestrutura urbana.

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