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Defesa Civil alerta para riscos de banhos em lagoas de Três Lagoas

As elevadas temperaturas em Três Lagoas têm levado moradores a buscar alternativas para se refrescar, resultando em um aumento significativo na frequência de pessoas nas lagoas do município. A prática, porém, levanta sérios alertas sobre a segurança e a saúde pública, especialmente porque muitos dos locais utilizados não possuem infraestrutura ou condições adequadas para o banho.

O problema não se limita à Lagoa Maior. Outras áreas aquáticas da cidade também vêm sendo utilizadas como opção para amenizar o calor intenso. Essa utilização indevida expõe os frequentadores a riscos que vão além do desconforto térmico, colocando em jogo a integridade física de adultos e crianças.

Registro de crianças na água

No último domingo (1º), registros mostraram crianças entrando na água da Lagoa Maior durante a tarde. A cena motivou a atuação da Prefeitura de Três Lagoas, que, por meio da Defesa Civil, reforçou o alerta sobre a proibição do uso do espaço para fins de recreação aquática.

Segundo a orientação oficial, a Lagoa Maior é destinada exclusivamente ao lazer e à contemplação. O órgão destaca que o local não apresenta condições adequadas para natação ou qualquer tipo de atividade dentro da água. A qualidade da água é classificada como imprópria para banho, o que representa um risco direto à saúde dos frequentadores.

Riscos com fauna silvestre

Além da qualidade da água, outro fator de preocupação é a presença de animais silvestres no entorno e dentro das lagoas. Capivaras e jacarés são frequentemente vistos nesses ambientes. A proximidade com esses animais pode provocar acidentes graves, uma situação que se torna ainda mais perigosa quando crianças entram na água sem a supervisão adequada de pais ou responsáveis.

A Defesa Civil orienta que os responsáveis redobrem os cuidados e impeçam que menores entrem nas lagoas, mesmo nos períodos de maior calor. A recomendação se estende a todos os espaços aquáticos do município que não são apropriados para o banho. A busca por locais para se refrescar aumenta com o calor, mas a utilização indevida das lagoas pode transformar um momento de descontração em uma situação de risco real para a população.

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