Na quarta‑feira, 4 de novembro de 2023, a Receita Federal deu início à edição 2026 da Operação Fronteira Receita Federal, em Dourados (Mato Grosso do Sul). O lançamento contou com a presença de autoridades da Receita, do Exército, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de outras instituições, marcando um reforço ao combate ao contrabando, ao descaminho e a crimes associados ao tráfico de drogas, armas, fauna e flora.
A cerimônia ocorreu na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada e reuniu representantes da Receita Federal, do Exército, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), da Polícia Federal e da PRF, entre outras organizações. O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, conduziu o evento durante a reunião do Comitê Executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteira (PPIF), realizada na terça‑feira, 03/11.
Coordenada pela Receita Federal, a operação abrange os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal. A mobilização também conta com a participação das Forças Armadas, das polícias estaduais, das guardas municipais e de órgãos de fiscalização como Ibama, Anac, Anatel e Anvisa, que atuarão de forma integrada nas rotas terrestres, marítimas e aéreas usadas por organizações criminosas.
O objetivo central é aprimorar o compartilhamento de informações e o uso conjunto de recursos entre as instituições envolvidas. Além de combater o contrabando e o descaminho, a operação tem como alvo o tráfico de drogas e armas, o comércio ilegal de animais e a circulação irregular de produtos de origem vegetal.
Integração de forças
Durante o lançamento, o superintendente‑adjunto da Receita Federal na 1ª Região Fiscal, Erivelto Moyses Torrico Alencar, ressaltou que a cooperação entre os órgãos é essencial para enfrentar o crime organizado que ultrapassa as fronteiras nacionais. “A integração entre Receita, Exército, Polícia Federal e demais parceiros permite uma resposta mais rápida e eficaz às ameaças que surgem nas rotas de transporte ilegal”, afirmou.
A Operação Fronteira Receita Federal foi criada em Mato Grosso do Sul em 2021. Em 2025, o programa ganhou alcance nacional, passando a incluir não apenas as fronteiras terrestres, mas também portos, aeroportos, rodovias e empresas de transporte de cargas. Essa ampliação visa cobrir todo o espectro logístico utilizado por quadrilhas para movimentar mercadorias ilícitas.
Na edição anterior, realizada em 2024, a operação apreendeu aproximadamente R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e 3,5 toneladas de drogas. Foram registradas 18 prisões em flagrante e a apreensão de 160 veículos utilizados em atividades criminosas. Mais de 500 servidores da Receita Federal participaram dos trabalhos, ao lado de centenas de agentes de instituições parceiras.
Segundo o Governo Federal, a Operação Fronteira Receita Federal representa a maior iniciativa de vigilância e repressão em pontos de fronteira terrestres, marítimos e aéreos do país. O coordenador‑geral de Combate ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Raphael Eugênio de Souza, detalhou as estratégias operacionais que serão adotadas nos próximos meses, destacando a importância da presença constante de equipes de fiscalização nas rotas de maior risco.
Resultados da edição anterior
O secretário especial Robinson Barreirinhas agradeceu a colaboração das diversas instituições e enfatizou que a proteção das fronteiras é fundamental para o enfrentamento do crime organizado. Ele apontou que a continuidade da operação dependerá da manutenção do fluxo de informações entre os órgãos e da capacidade de adaptação às novas rotas utilizadas pelos criminosos.
Com o início da edição 2026 em Dourados, considerada uma região estratégica para o tráfico transfronteiriço, as autoridades esperam ampliar a eficácia das apreensões e reduzir significativamente o volume de mercadorias ilegais que entram no país. O acompanhamento dos resultados será feito por meio de relatórios mensais que serão publicados pelos órgãos participantes, permitindo à sociedade acompanhar o progresso da iniciativa.








