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Gaeco prende 4 policiais civis em nova fase da Operação Infiltrados

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a nova fase da Operação Infiltrados na manhã desta quinta-feira (5/11). A ação teve como alvo servidores da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A suspeita central é o desvio de drogas apreendidas para o tráfico.

A ofensiva focou em agentes antes lotados na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva. Além disso, a polícia executou 11 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul. A operação também alcançou Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná. Nove policiais civis que atuavam na delegacia entre junho de 2025 e maio de 2026 foram alvos de medidas cautelares.

Desvio de cocaína

A investigação aponta que os investigados usavam seus cargos para atuar como fornecedores diretos de traficantes. A suspeita é que a organização desviava entorpecentes durante abordagens. O roubo ocorria nos depósitos da delegacia ou no trajeto para a incineração.

Em uma única ocorrência registrada em setembro de 2025, o grupo teria desviado mais de 500 quilos de cocaína. A droga deveria ter sido queimada em procedimento oficial. Conforme as informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a substância foi repassada a traficantes. Estes responsáveis por recolocar o entorpecente no mercado ilícito.

O nome da operação, Infiltrados II, faz referência à suspeita de infiltração de servidores públicos. A hipótese é que eles usavam estruturas estatais para favorecer o crime organizado. A ação foi realizada de forma conjunta entre o Gaeco, a Corregedoria da PCMS, o Batalhão de Choque da PMMS e o Gaeco do Paraná.

Investigação interna paralela

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que já apurava as irregularidades internamente. A Corregedoria-Geral conduzia um inquérito policial e um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) há cerca de quatro meses. A instituição afirmou que adotou medidas administrativas desde o início das apurações.

Entre as ações tomadas estão adequações em procedimentos operacionais, remoções de servidores e uma correição extraordinária na unidade policial. A Corregedoria-Geral acompanhou o cumprimento das prisões preventivas e das buscas nesta quinta-feira. As apurações internas continuam em paralelo à colaboração com as autoridades responsáveis pela investigação.

A PCMS declarou considerar inadmissível o uso da função pública para a prática de ilícitos. A instituição reafirmou seu compromisso com a legalidade e a integridade institucional. O caso segue sob investigação, com a expectativa de que novas medidas sejam adotadas conforme o avanço das apurações.

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