Ana Morato, professora de inglês com quase dez anos de experiência, foi a convidada do quadro Lado B, exibido no programa TVC Agora, da TVC HD Canal 13.1. A profissional abriu espaço para falar sobre sua trajetória na educação e sua paixão pela dança árabe, demonstrando como essas duas áreas se conectam em sua rotina.
A escolha pela carreira docente surgiu após a graduação em Letras. Ana contou que, inicialmente, considerou cursar Jornalismo por seu gosto pela escrita. No entanto, apaixonou-se pela língua inglesa durante a faculdade e percebeu a escassez de profissionais especializados no idioma. Essa constatação motivou sua dedicação exclusiva ao ensino da língua.
Rotina e desafios na sala de aula
Atualmente, Ana atua com turmas do 1º e 2º ano do ensino fundamental, atendendo crianças de aproximadamente 6 a 8 anos. Ela descreve o ambiente escolar como um desafio diário, mas também como uma fonte de grande satisfação. Ensinar nessa faixa etária exige lidar com as particularidades da infância, desde conflitos entre colegas até situações cotidianas simples, como um lápis quebrado.
O ponto alto da profissão, segundo a professora, é acompanhar a evolução dos alunos. Ana relata a satisfação de observar a transição do primeiro contato com o idioma para o uso espontâneo do inglês. Um exemplo citado por ela é quando as crianças passam a pedir água em inglês em ambientes bilíngues.
Um dos momentos mais marcantes da carreira ocorreu quando um professor da graduação informou que uma ex-aluna escolheu cursar Letras influenciada por Ana. A frase “Eu vim fazer Letras por conta da Teacher Ana” ressoou com a docente, que considera ter influenciado a escolha profissional de uma estudante como um dos maiores prazeres de sua trajetória.
A dança como terapia e expressão
Fora das aulas, Ana encontrou na dança árabe uma válvula de escape e uma forma de cuidado pessoal. A conexão com a arte começou na infância, aos 7 anos, quando assistiu à novela O Clone e se encantou com as apresentações. Na época, porém, ela sentia vergonha de praticar a dança por questões de corpo, associando a atividade a figurinos que deixavam a barriga à mostra.
Na vida adulta, a dança permaneceu presente por meio de outras modalidades, como balé e jazz. Foi em 2022 que a dança do ventre se tornou parte central de sua rotina. Nesse mesmo ano, Ana perdeu os dois avós maternos em um curto período de tempo. A prática da dança auxiliou no processo de elaboração do luto, e desde então ela mantém a atividade, que já soma quatro anos de prática constante.
Para Ana, a dança impacta diretamente sua postura como mulher e profissional. Ela define o momento como um espaço para ser além da “Teacher”, mas que também exige disciplina, compromisso e responsabilidade. A professora participa de apresentações e competições, o que demanda estudo técnico e dedicação. Paralelamente, ela continua em constante formação, realizando cursos para aprimorar sua prática em sala de aula.
Em uma dinâmica final do quadro, Ana resumiu a essência da docência em três palavras: afeto, cuidado e empatia. A entrevista destaca a importância do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal para o bem-estar do educador.







