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Fundac aprova 23 curtas-metragens em Campo Grande com investimento de R$ 2,07 milhões

Projetos foram selecionados pelo edital Arranjos Regionais - Reprodução/Fundação de Cultura

A Fundação Municipal de Cultura (Fundac) aprovou nesta quinta‑feira (5) 23 projetos de curtas‑metragem para serem produzidos em Campo Grande, destinando R$ 90 mil a cada proposta. O total de recursos liberados pelo Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC) chega a R$ 2,07 milhões, conforme o Plano de Aplicação da linha de Complementação Territorial do programa Arranjos Regionais.

Entre as obras selecionadas estão “Réu Artista”, de Emanuella Moreira dos Santos Komiyama; “Da Luta Nasce o Mestre”, de Lucicleiton Mota Martins da Silva; “A Vida Começa aos 70+”, de Jessica Caroline Martins dos Santos; “A Última Carteira”, de Bianca Carvalho Esquivel; e “O Que Fica”, de Carolina Dória Monteiro de Barros. Também foram contemplados projetos como “Pedra de Toque”, da Polo MS Cinema e Vídeo Ltda., “Corpo‑Voz: Território”, de Gleycielli de Souza Nonato, “Danúbio”, de Leonardo da Silva Medeiros, e “Glenda 2”, da West End Filmes Ltda.

Seleção e diversidade

O edital prevê reservas específicas: R$ 180 mil para dois projetos liderados por mulheres cis ou pessoas trans nas funções de roteiro, direção ou produção; R$ 90 mil para uma empresa vocacionada e R$ 90 mil para uma proposta de ampla concorrência. A lista publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) demonstra o cumprimento dos critérios de diversidade, incluindo projetos de mulheres cis, pessoas trans e indígenas, além de uma produção classificada como empresa vocacionada.

As notas atribuídas às propostas variam conforme os critérios de avaliação estabelecidos no edital, que consideram qualidade artística, viabilidade técnica e aderência às políticas de inclusão. Cada projeto aprovado deverá apresentar a documentação complementar exigida pela Fundac entre 5 e 11 de novembro de 2026, enviando‑a ao endereço eletrônico indicado pela fundação.

Com a liberação dos recursos, as produtoras e cineastas terão apoio financeiro para cobrir despesas de produção, pós‑produção e divulgação, contribuindo para o fortalecimento da cadeia audiovisual local. O investimento também deve gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a oferta de conteúdo cultural para o público de Campo Grande e região.

O próximo passo da Fundac é analisar a documentação recebida, validar o cumprimento das exigências e liberar os recursos para que as filmagens comecem ainda em 2027. O acompanhamento do cumprimento dos prazos e a prestação de contas serão monitorados pelo FMIC, garantindo a transparência e a efetividade do investimento público.

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