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Advogada relata duas ocorrências com eleitoras do PT em Três Lagoas

A advogada Luciene Maria da Silva relatou neste domingo (25) duas ocorrências envolvendo eleitoras do Partido dos Trabalhadores (PT) durante o segundo turno das eleições em Três Lagoas. Em entrevista ao Grupo RCN de Comunicação, ela detalhou os fatos que resultaram em encaminhamentos à Polícia Federal e em conflitos no local de votação.

O primeiro caso envolve a eleitora Júlia Monteiro de Campos, que foi levada à Polícia Federal após suspeita de ter entrado com celular na cabine de votação. Segundo Luciene, Júlia relatou que estava com dois aparelhos, o seu e o de um amigo. Ela apresentou o e-Título e deixou o próprio celular fora da cabine, mas esqueceu o aparelho do amigo no bolso ao entrar para votar.

Suspeita de crime eleitoral

A advogada afirmou que, conforme o depoimento da eleitora, não houve filmagem nem foto durante o voto. O presidente da seção permitiu que Júlia votasse e, ao sair da cabine, advertiu que ela estaria cometendo um crime eleitoral por portar o celular no local. Luciene disse que Júlia começou a gravar o diálogo apenas depois da advertência, para registrar que não usou o celular para filmar ou fotografar o voto.

A eleitora foi levada pela Polícia Militar à Polícia Federal, onde prestou depoimento, assinou termo de comparecimento e entregou os dois aparelhos para análise. Júlia também assinou termo de renúncia à confidencialidade dos celulares, acompanhada por Luciene e pela advogada Yasmin Ferrini, para permitir a perícia federal. “Agora a Polícia Federal vai verificar se houve mesmo algum crime eleitoral”, afirmou Luciene, acrescentando que, pelo relato, o celular não teria sido retirado do bolso no momento do voto.

A advogada defendeu que presidentes de mesa façam a advertência antes da entrada do eleitor na cabine quando houver suspeita de que a pessoa esteja portando celular na roupa ou em bolsa. Essa medida preventiva poderia evitar mal-entendidos e a necessidade de encaminhamento à polícia em casos de esquecimento acidental.

Ofensas em escola eleitoral

A segunda ocorrência citada por Luciene aconteceu na Escola Dom Aquino Corrêa. A advogada disse que chegou ao local depois dos fatos e que a outra parte envolvida no conflito deixou a escola antes de ser ouvida ou apresentar sua versão. Segundo Luciene, ela teve acesso a uma gravação feita pelo marido de Grazielle Soares, que entrava na escola para votar usando roupa vermelha e portando uma bandeira.

A advogada afirmou que a eleitora fazia uma manifestação silenciosa, permitida pela legislação eleitoral, já que eleitores podem usar bandeira, adesivo ou camiseta, desde que não abordem outras pessoas. Na gravação, é possível ouvir alguém proferindo ofensas contra Grazielle e dizendo que “é por isso que o Brasil não vai pra frente por causa de petista”. Luciene relatou que a eleitora se exaltou após a fala, chamou um policial e, conforme a versão apresentada por Grazielle, houve princípio de tumulto, enquanto a outra parte saiu do local sem passar por averiguação.

A prova disponível até aquele momento era a gravação feita pelo marido da eleitora, na qual aparece a fala ofensiva enquanto Grazielle caminhava com a bandeira do PT em direção à cabine de votação. O caso segue sem desfecho imediato, aguardando possíveis providências das autoridades competentes.

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