O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, exerceu seu direito ao voto na manhã deste domingo (25) em Brasília. A votação ocorreu no Colégio Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado no Lago Sul. O ministro utilizou a modalidade de voto em trânsito, registrando-se na seção 167 da 18ª Zona Eleitoral do Distrito Federal.
Antes da abertura oficial das urnas, o magistrado acompanhou a emissão da zerésima. Esse relatório técnico comprova a ausência de votos registrados na urna antes do início da contagem. O procedimento é fundamental para garantir a integridade do processo eleitoral desde o primeiro minuto.
Após concluir o ato cívico, Kassio Nunes Marques expressou sua expectativa para as próximas horas. Ele afirmou que deseja que o segundo turno das Eleições 2026 transcorra com total tranquilidade em todo o território nacional. A declaração reforça o compromisso da Corte com a paz social durante o pleito.
Segundo turno em andamento
O segundo turno das Eleições 2026 teve início às 8h deste domingo, pelo horário de Brasília. A votação segue até as 17h, quando as urnas serão fechadas. De acordo com a Justiça Eleitoral, cerca de 158 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a votar nesta etapa decisiva do pleito.
Até o momento, as informações oficiais indicam que a votação ocorre dentro da normalidade. Não foram registrados incidentes graves que comprometam o fluxo nas seções eleitorais. A mobilização da Justiça Eleitoral visa assegurar a livre e espontânea manifestação da vontade do eleitorado, mantendo o clima de respeito visto no primeiro turno.
Na véspera da votação, o presidente do TSE já havia destacado a preparação da Corte. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, ele ressaltou a mobilização de todo o país para garantir a regularidade do processo. A mensagem buscou tranquilizar a população sobre a segurança e a transparência do sistema.
Verificação técnica dos sistemas
No sábado (24), o TSE realizou a Cerimônia de Verificação dos Sistemas Eleitorais e Emissão da Zerésima. O objetivo do procedimento foi confirmar que os programas instalados nos equipamentos do Tribunal correspondem exatamente aos sistemas assinados digitalmente, auditados e lacrados anteriormente. Essa etapa é crucial para atestar a segurança tecnológica.
Durante a solenidade, foram verificados quatro sistemas principais: o Transportador Web, o Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), o Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e o Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot). Essas ferramentas participam de diferentes etapas do processamento e da totalização dos resultados eleitorais, garantindo a rastreabilidade dos dados.
Kassio Nunes Marques afirmou que a verificação pública reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência. Ele destacou que a checagem atesta que nenhuma linha de programa foi alterada, omitida ou acrescentada. Isso garante a integridade do ecossistema tecnológico responsável pelo recebimento, transmissão e totalização dos votos.
A auditoria utiliza assinaturas digitais e resumos digitais, conhecidos como hashes, que funcionam como identificadores únicos dos arquivos. Se um arquivo for modificado, o resumo digital resultante deixará de corresponder ao registro original, permitindo detectar a alteração imediatamente. Durante a etapa técnica, os sistemas foram inicializados e comparados com os registros oficiais, com sucesso nas verificações.
O ministro ressaltou que a cerimônia representa a etapa final de um ciclo de auditorias e fiscalização. A participação de partidos políticos, entidades fiscalizadoras, órgãos de controle e observadores internacionais fortalece a legitimidade do processo. Em um Estado Democrático de Direito, a legitimidade do poder político repousa na vontade soberana do povo, e é dever da Corte assegurar que cada sufrágio seja registrado com exatidão.
Os procedimentos de fiscalização prosseguem neste domingo (25). Serão realizados o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. No primeiro teste, votos registrados em cédulas de papel são digitados nas urnas e comparados com os resultados emitidos. No segundo, verifica-se se o software instalado corresponde às versões auditadas e lacradas pelo TSE. Essas auditorias públicas são essenciais para verificar o funcionamento das urnas e a integridade dos sistemas utilizados na votação.







