Mato Grosso do Sul registrou 288 denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições Gerais de 2026, segundo dados do sistema Pardal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maioria das reclamações – 51,4% – concentra-se em Campo Grande, que reportou 148 ocorrências, seguido por Dourados com 35, Paranaíba com 23 e Três Lagoas com 21. Essas quatro cidades somam 227 registros, representando quase metade do total estadual.
Entre os 27 municípios que apresentaram denúncias, os dez com mais registros são: Campo Grande (148), Dourados (35), Paranaíba (23), Três Lagoas (21), Naviraí (7), Glória de Dourados (6), Ponta Porã (6), Bonito (5), Corumbá (5) e Rio Brilhante (4). Juntos, esses locais contabilizam 260 denúncias, ou 90,3% do total informado no painel. Os demais 28 municípios distribuem os 28 registros restantes.
Propaganda
A categoria mais frequente de irregularidade é a propaganda na internet. Em termos de cargos, a denúncia mais comum diz respeito a candidatos a deputado estadual. O relatório abrange diversas disputas eleitorais, incluindo deputados estadual e federal, senadores, governadores e presidente, além de ocorrências envolvendo partidos, coligações e federações.
O sistema Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral, permite à população registrar suspeitas de propaganda irregular. A consulta pública pode ser filtrada por período, eleição e abrangência geográfica, e o serviço também oferece um aplicativo para dispositivos móveis. Contudo, uma denúncia não implica automaticamente em infração confirmada; a apuração depende dos procedimentos internos da Justiça Eleitoral.
Os dados disponibilizados pelo Pardal ajudam a dimensionar o volume de ocorrências comunicadas, mas não substituem a análise formal. A Justiça Eleitoral deverá conduzir investigações e, se necessário, aplicar sanções conforme a legislação vigente. A consulta pode ser acessada no portal oficial do Pardal.
Com o prazo final das Eleições Gerais de 2026 se aproximando, o aumento das denúncias destaca a necessidade de fiscalização mais rigorosa e de campanhas de conscientização sobre as regras de propaganda. A Justiça Eleitoral permanece vigilante, aguardando os próximos passos das investigações e a eventual aplicação de sanções.







