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Ronaldo Caiado apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula

Ronaldo Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro em Goiânia. Foto: Arhtur Lamonier/Folhapress

Na terça‑feira, 6 de outubro, em Goiânia, o ex‑governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. O pronunciamento ocorreu ao lado dos governadores reeleitos Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Daniel Vilela (MDB), de Goiás.

A presença dos três mandatários reforçou a mensagem de união entre lideranças estaduais que buscam influenciar o pleito nacional. Tanto Tarcísio quanto Vilela foram eleitos no domingo, 4, e manifestaram apoio ao mesmo candidato, sinalizando que a aliança pode mobilizar eleitores de São Paulo e de Goiás, dois estados decisivos nas urnas.

Resultados do primeiro turno

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro liderou com 47,03 % dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva ficou com 45,16 %, diferença de 1,87 ponto percentual. Ronaldo Caiado, candidato a presidente em 2022, obteve 2,18 % – cerca de 2,6 milhões de votos – ficando em quinto lugar, atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

Caiado afirmou que “vou entrar de corpo inteiro, por convicção”, e prometeu mobilizar o eleitorado goiano em favor de Flávio. Ele também pediu que o candidato, se eleito, priorize o equilíbrio fiscal, tema recorrente em sua agenda como governador. O ex‑governador destacou a necessidade de devolver “o Brasil aos brasileiros”, reforçando a mensagem de mudança.

Durante o discurso, Caiado criticou duramente o presidente Lula, afirmando que “Lula vai tomar uma taca no próximo dia 25 de outubro”. Repetiu ainda que o petista “roubou o futuro do Brasil” e “roubou os aposentados”, ao citar o caso dos descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS. Até o momento da publicação, Lula não havia respondido.

Repercussões políticas

Nos bastidores, surgiram rumores de que Caiado poderia assumir um ministério caso Flávio vença. Quando a plateia gritou “ministro”, o ex‑governador respondeu que “nesse assunto, precisamos respeitar o presidente da República”. Também garantiu que sua esposa, a senadora eleita Gracinha Caiado (União), votará com o governo e ajudará a aprovar as matérias propostas.

Flávio Bolsonaro, ao receber o apoio, afirmou que adotará as propostas de segurança apresentadas por Caiado, como a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, defendendo que menores que cometam crimes “pagarão como adultos”. O senador ainda declarou que o Congresso eleito é “muito mais à direita” e que o país está “sob ameaça” se o PT permanecer no poder.

Apesar do apoio de Caiado, o PSD manteve a neutralidade nacional. Em comunicado, o presidente do partido, Gilberto Kassab, explicou que a direção entende a “diversidade de cenários eleitorais” nos estados e que os filiados têm liberdade para escolher a candidatura que considerarem mais adequada. A decisão será observada pelos analistas políticos nas próximas semanas.

A federação PP‑União Brasil, neutra no primeiro turno, também declarou apoio a Flávio, assim como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O candidato do PL segue negociando com o Republicanos, partido de Tarcísio. Enquanto isso, Lula reúne aliados para planejar campanha nas ruas e nas rádios. Até 25 de outubro, os dois candidatos devem participar de debates na TV.

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