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Tempo integral em MS: alunos ficam na escola no almoço e aulas vão até 16h30

Alunos em escola de tempo integral de Mato Grosso do Sul durante aula no período da tarde.

Uma nova regra da Secretaria de Estado de Educação (SED) de Mato Grosso do Sul altera a rotina das escolas de tempo integral. A partir de agora, os estudantes não podem deixar a unidade escolar durante os intervalos, incluindo o horário do almoço. A determinação consta na Resolução SED nº 4.554, publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (27).

O texto normativo também estabelece que as atividades pedagógicas devem ser concluídas até as 16h30. A norma substitui a legislação anterior, vigente desde 2022, e busca padronizar a organização do ensino integral na rede estadual. A mudança afeta diretamente a logística das escolas e a gestão do tempo dos alunos.

Jornada e intervalo

A jornada mínima passa a ser de 7 horas diárias ou 35 horas semanais. O modelo prevê oito aulas diárias, cada uma com duração de 50 minutos, distribuídas entre a manhã e a tarde. O intervalo para o almoço terá duração de uma a duas horas. Esse período integra a jornada escolar e conta como tempo de permanência do estudante na instituição.

As unidades de ensino são obrigadas a garantir segurança, estrutura adequada e acompanhamento dos alunos durante a pausa. A saída da escola fora do horário padrão será permitida apenas em caráter excepcional. A autorização fica a cargo da equipe gestora, que deve apresentar justificativa baseada em questões de saúde, segurança ou outras circunstâncias fundamentadas. Para estudantes menores de idade, é necessária também a autorização por escrito dos responsáveis.

As escolas poderão utilizar o tempo do almoço para implementar o projeto Práticas de Convivência e Socialização. Um professor designado ficará responsável por planejar e supervisionar essas atividades. As opções incluem leitura, rodas de conversa, clubes, oficinas e atividades culturais, recreativas e esportivas de baixa intensidade. Essas ações não valem nota e não influenciam a aprovação ou reprovação dos alunos.

Impacto na rede

A oferta do tempo integral pode ocorrer em escolas exclusivas, onde todas as turmas seguem o modelo, ou em escolas mistas, que mantêm parte das turmas em meio período. Segundo o governo do Estado, mais de 60% das 352 escolas da rede estadual já funcionam no modelo de tempo integral. A SED define a forma de oferta de cada unidade, considerando infraestrutura, quadro de pessoal e demanda de alunos.

A secretaria poderá firmar parcerias com entidades públicas, empresas e organizações da sociedade civil, com prioridade para as sem fins lucrativos. A carga horária dos professores segue a lei do magistério estadual, podendo ser ampliada quando a organização da escola exigir, dentro dos limites legais. Escolas dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio também poderão ter um professor coordenador de área para integrar o trabalho docente.

Cada direção escolar deve informar à inspeção escolar, antes do início do ano letivo, a duração do almoço e o horário de encerramento das atividades. Esse horário será registrado pela inspeção em termo de visita. A SED terá de criar uma comissão para acompanhar a política e elaborar um Plano de Expansão do tempo integral, com metas e escolas prioritárias. A secretaria também deverá apresentar um relatório anual ao Conselho Estadual de Educação.

O monitoramento considerará frequência, abandono, evasão, aprendizagem e condições de oferta, como alimentação e transporte. A resolução já está em vigor. O texto não informa quantas escolas entram na próxima expansão, qual é o prazo do plano nem quanto a ampliação vai custar.

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