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Três Lagoas registra 11 óbitos por síndrome respiratória aguda grave em 2024

Três Lagoas contabilizou 11 mortes por síndrome respiratória aguda grave entre janeiro e outubro de 2024, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde. No mesmo período, foram registradas 273 internações, o que acende um alerta para a prevenção, sobretudo entre crianças pequenas, idosos e grupos de risco.

Do total de pacientes internados, 242 receberam alta após recuperação, enquanto 11 óbitos foram confirmados e outros 11 casos permanecem em análise. O boletim não detalha a situação dos registros ainda em avaliação.

Dados epidemiológicos

O levantamento da Vigilância Epidemiológica aponta que a faixa etária de 1 a 4 anos concentra o maior número de internações, com 95 casos. Entre crianças de 5 a 9 anos, foram contabilizadas 56 ocorrências. Na sequência, 21 casos foram registrados entre jovens de 10 a 19 anos, 18 entre adultos de 20 a 39 anos, 28 entre a população de 40 a 59 anos, 35 entre pessoas com 60 anos ou mais e 18 entre indivíduos de 80 anos ou mais – sem clareza sobre eventual sobreposição entre essas duas últimas categorias. Menores de 1 ano somam 2 registros.

Apesar da maior concentração de internações em crianças, os óbitos atingem predominantemente os idosos. Das 11 mortes confirmadas, 10 foram de pessoas idosas, reforçando a necessidade de atenção redobrada a esse público diante de sintomas respiratórios.

Recomendações de prevenção

Adriana Spazzapan, coordenadora da Vigilância Epidemiológica, alerta que muitos idosos permanecem em casa e recebem visitas de filhos, netos e cuidadores, o que pode facilitar a transmissão de doenças respiratórias ainda em fase branda. “Esse paciente tem grande potencial de evoluir para hospitalização e óbito”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação é uma das principais formas de prevenção contra formas graves de doenças respiratórias. A orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente para crianças, idosos e pessoas que integrem grupos de risco. A vacina contra influenza está disponível na rede SUS do município, em várias unidades de saúde.

Além da vacinação, medidas simples ajudam a reduzir a circulação do vírus: higienizar as mãos, manter ambientes bem ventilados e evitar contato próximo ao apresentar sintomas respiratórios. A orientação da saúde municipal é não ignorar sinais de agravamento e procurar atendimento médico imediato, pois o diagnóstico precoce pode fazer diferença na recuperação.

Com hospitalizações concentradas em crianças pequenas e mortalidade predominante entre idosos, o boletim evidencia que a prevenção precisa ser uma preocupação coletiva, com atenção especial às pessoas mais vulneráveis.

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