O deputado federal Vander Loubet, candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul, cumpriu agenda em Três Lagoas na última sexta-feira (25). Durante a visita, o parlamentar afirmou estar otimista com o desempenho da campanha, destacando a possibilidade de ampliar o apoio entre eleitores que não pertencem à base tradicional da esquerda.
A estratégia em Três Lagoas, segundo Loubet, consiste em consolidar o primeiro voto entre os eleitores de Lula e buscar o segundo voto em setores que não estão necessariamente alinhados ao PT. Ele participou de carreata, reunião com a militância e encontros com apoiadores locais. Para o candidato, a combinação desses dois fatores é determinante em uma eleição que renova dois assentos no Senado.
Diálogo com lideranças locais
Questionado sobre a busca por apoio de prefeitos e lideranças ligadas à direita, Vander Loubet defendeu que o eleitor sabe diferenciar disputas partidárias de relações políticas construídas em torno de entregas aos municípios. Ele argumentou que prefeitos agem de forma pragmática e reconhecem quem consegue abrir portas em Brasília.
O deputado citou a relação com o governo federal e disse que sua atuação ajudou a viabilizar recursos para Mato Grosso do Sul, especialmente em obras de rodovias. Loubet também afirmou que conversa com o ex-prefeito Ângelo Guerreiro sobre o segundo voto ao Senado. Segundo ele, Guerreiro não apoia um dos candidatos da própria coligação, o que demonstra a tentativa da campanha de furar a bolha da polarização.
Juliano Ferro, prefeito de Ivinhema, foi citado como exemplo de liderança que declarou voto em sua candidatura. Na avaliação do deputado, essa decisão ocorre pelo reconhecimento da ajuda recebida durante seu mandato. A campanha busca reunir eleitores de esquerda, centro e direita em torno de uma candidatura que respeita diferenças e mantém diálogo com movimentos sociais, empresários, vereadores, prefeitos e prefeitas.
Entregas e projetos futuros
Vander Loubet afirmou que decidiu disputar o Senado a pedido do presidente Lula. Segundo ele, o governo precisará de senadores para enfrentar debates nacionais e avançar em reformas e programas federais. O deputado disse que poderia disputar a reeleição para a Câmara com mais facilidade, mas optou pelo Senado por entender que terá mais força política para defender projetos no estado.
Entre as bandeiras citadas, ele destacou a criação de uma universidade na Costa Leste. Loubet afirmou que o presidente Lula está no programa de criar mais oito, dez ou doze universidades. Ele comparou a proposta com a criação da UFGD, na Grande Dourados, que, segundo o candidato, se tornou referência e completou 20 anos. Se eleito, Loubet pretende levar essa pauta adiante junto com a vereadora Maria Diogo.
Ao ser perguntado sobre a continuidade do apoio a Três Lagoas, mesmo com a administração de um grupo político de oposição ao PT, Vander Loubet respondeu afirmativamente. Ele citou R$ 89 milhões do PAC no município, além de escola em tempo integral, UBS, Minha Casa Minha Vida e o retorno da fábrica de fertilizantes. O candidato defendeu a relação do governo Lula com o agronegócio e afirmou que parte do setor precisa rever a resistência ao presidente.
Segundo Loubet, Lula renegociou dívidas do agro no passado, fez securitização e criou linhas de crédito para inovação e renovação de frota. O candidato encerrou a entrevista afirmando que espera receber um dos dois votos do eleitor ao Senado e agradeceu ao grupo RCN de comunicação pela recepção aos candidatos. A estratégia de furar a bolha da polarização segue como foco central da campanha nas próximas semanas.








