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TRE-MS define 23 urnas para auditoria nas Eleições 2026

Urnas sorteadas pelo TRE-MS passam por votação simulada e conferência de sistemas durante a eleição, Foto: Divulgação TRE/MS

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) realizou o sorteio das urnas eletrônicas que serão auditadas nas Eleições 2026 na manhã deste sábado (3). O procedimento selecionou 23 equipamentos no total, divididos em duas categorias de verificação. Vinte urnas passarão pelo Teste de Integridade, uma votação simulada agendada para domingo (4) em Campo Grande. Outras três unidades serão submetidas ao Teste de Autenticidade, que ocorre diretamente nas seções eleitorais.

O objetivo central da auditoria é comprovar a correspondência entre o voto registrado pelo eleitor e o resultado apurado pelo equipamento. A ação faz parte de um protocolo nacional adotado pelos tribunais regionais para garantir a transparência do processo. Juliano Rodrigues Valentim, juiz da 1ª Vara Cível de Campo Grande e presidente da Comissão de Auditoria, destaca que a medida demonstra o respeito à vontade registrada pelo eleitor.

Urnas de 14 municípios

A lista de equipamentos sorteados abrange 17 seções distribuídas em 14 municípios do estado. As cidades incluídas são Maracaju, Campo Grande, Água Clara, Bandeirantes, Jardim, Itaporã, Sidrolândia, Nioaque, Anastácio, Rio Verde de Mato Grosso, Dourados, Fátima do Sul, Miranda e Rio Brilhante. O sorteio também definiu os locais específicos onde os testes serão realizados.

Atualmente, os equipamentos encontram-se nos cartórios eleitorais. Eles serão transportados por via terrestre até a capital sul-mato-grossense pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao chegar a Campo Grande, as urnas permanecerão lacradas em um depósito. O local só será aberto na manhã de domingo, véspera da votação oficial.

Como funciona a votação simulada

Do total de 20 urnas destinadas ao Teste de Integridade, 19 unidades serão utilizadas no Fórum Eleitoral. O processo conta com servidores requisitados pela Justiça Eleitoral. A vigésima urna ficará instalada no Colégio Marista. Nesse local, eleitores que forem votar podem ser convidados a registrar votos em uma urna de teste, que opera separadamente da utilizada na votação oficial.

O mecanismo da simulação utiliza cédulas de papel preenchidas previamente. Ao término do dia, o total registrado nas cédulas é comparado com o boletim emitido pela urna eletrônica. A conferência é feita voto a voto. Se um candidato receber 50 votos na simulação, o boletim deve exibir exatamente esse número. Segundo o magistrado, os dados oficiais, como a lista de candidatos, já estarão carregados nos equipamentos. O juiz explica que a comparação serve para comprovar que o resultado corresponde ao que foi inserido na urna.

O teste ocorre simultaneamente à eleição, em ambiente controlado e filmado. O procedimento, historicamente chamado de votação paralela, adotou o formato atual, com maior número de urnas auditadas, desde 2022. O Teste de Autenticidade será aplicado nas três urnas sorteadas para essa finalidade. A verificação acontece nos próprios locais de votação, antes da emissão da zerésima, relatório que atesta a ausência de votos registrados. O processo checa as assinaturas digitais e os resumos digitais dos sistemas instalados.

O acompanhamento da auditoria é aberto ao público. Representantes de entidades fiscalizadoras e profissionais de imprensa podem observar o procedimento. O TRE-MS informa que a ação é pública e será transmitida ao vivo pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube.

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