Pesquisar

Aeronave de Campo Grande localiza destroços de helicóptero que caiu em Santa Catarina

Comandante do Esquadrão Pelicano, Tenente-coronel aviador Miguel Lis Bruno a frente da aeronave SC-105 Amazonas - Foto: Divulgação/FAB

A aeronave SC-105 Amazonas, pertencente ao Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV) e sediada na Base Aérea de Campo Grande, localizou os destroços do helicóptero que caiu na Serra de Santa Catarina. A confirmação foi realizada pelo tenente-coronel aviador Miguel Lis Bruno, comandante da unidade militar.

O acidente resultou na morte do cantor sertanejo Rick e de outras quatro pessoas que estavam a bordo da aeronave modelo Bell 430. A operação de busca e salvamento exigiu coordenação precisa entre diferentes órgãos de segurança e defesa.

Operação de resgate

Segundo o oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), a tripulação sul-mato-grossense sobrevoou a área delimitada pelo Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (Salvaero). A equipe visualizou o helicóptero em meio a uma região montanhosa, enfrentando condições climáticas adversas durante a missão.

Após identificar o ponto exato da queda a partir da aeronave de asa fixa, a equipe de Campo Grande coordenou a descida das equipes de solo. O objetivo foi orientar a aproximação de um helicóptero H-60 Black Hawk, do Esquadrão Pantera, sediado em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

O tenente-coronel explicou que o avião utilizou sensores eletro-ópticos para monitorar o relevo e vetorar o helicóptero de socorro até a vertical do acidente. Essa tecnologia auxiliou na descida dos homens de resgate por rapel em um terreno de mata fechada.

“Fomos os primeiros a sobrevoar a área de fato planejada e coordenada pelo Salvaero. Fomos os primeiros a localizar o objeto de busca e direcionarmos o helicóptero para a vertical, para a posição exata da aeronave acidentada. Com o meio também dos nossos sensores eletro-ópticos, conseguimos vetorar e auxiliar toda a atividade de descida e infiltração dos homens de resgate no local”, declarou Miguel Lis Bruno.

A força-tarefa aérea reuniu cerca de 30 tripulantes militares e acumulou aproximadamente 15 horas de voo entre as duas aeronaves da Força Aérea. A operação contou com suporte e atuação conjunta de equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Santa Catarina.

Isso vai fechar em 35 segundos