A três dias das eleições, Delcídio Amaral, candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo número 25, realiza o balanço final de sua campanha. O foco do discurso na reta final é a saúde pública e a defesa de uma gestão mais próxima do interior. Ele afirma que percorreu cidades, bairros e comunidades do Estado sem utilizar recursos do fundo eleitoral nacional do partido.
Segundo o candidato, a estrutura da campanha foi modesta, sustentada pelo contato direto com a população. Delcídio relata ter ouvido histórias e acompanhado de perto as realidades distintas das famílias sul-mato-grossenses. Para ele, a maior estrutura foi construída nas ruas, no olho no olho, com o reconhecimento de quem conhece sua trajetória.
Saúde e infraestrutura na agenda
A saúde aparece como prioridade número 1 no discurso de Delcídio. O candidato afirma que o próximo governo terá o desafio de reduzir os deslocamentos longos em busca de atendimento. Ele defende, desde 2014, a regionalização da rede de saúde, argumentando que não é justo uma família atravessar o Estado para buscar cuidados básicos.
A proposta apresentada prevê o fortalecimento de hospitais no interior, com profissionais, equipamentos e tecnologia. O objetivo é aproximar o atendimento de quem precisa. Delcídio associa a melhoria da saúde pública à presença mais efetiva do Estado nas regiões fora dos grandes centros.
Na educação, o candidato aponta a necessidade de avanços em climatização, tecnologia e estrutura das escolas, principalmente no interior. Ele também defende a valorização de professores e servidores, tratando a melhoria das condições de trabalho como parte essencial da agenda educacional.
Na segurança pública, Delcídio afirma que o Estado precisa fortalecer efetivos, investir em inteligência e garantir condições dignas de trabalho aos profissionais. A defesa aparece dentro de um conjunto de propostas que envolve presença do poder público, estrutura e capacidade de resposta.
Estradas e economia local
As estradas ocuparam espaço central na campanha. Delcídio criticou a situação da BR-163, que classificou como tendo voltado a ser a “rodovia da morte”. Ele afirmou que estrada segura não representa apenas infraestrutura, mas proteção à vida de quem viaja, trabalha e transporta a riqueza produzida no Estado.
No debate sobre infraestrutura, o candidato colocou o Fundersul em evidência. Criado como Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul, o instrumento tem como finalidade legal a construção, manutenção, recuperação e melhoria de rodovias, pontes e bueiros. Delcídio afirma que quem contribui com o fundo precisa perceber os resultados em obras e melhores condições de transporte.
“Quem contribui e produz precisa enxergar o resultado na estrada, na ponte, na segurança e nas condições para escoar sua produção. O Fundersul precisa cumprir sua finalidade com transparência e resultado”, afirmou o candidato.
Delcídio também afirma que o olhar para o campo deve ir além das grandes cadeias produtivas. Durante a campanha, houve conversas com pequenos produtores, agricultores familiares e assentados. Ele defende reforma agrária com condições para produzir, fortalecimento do cooperativismo e geração de renda.
O candidato citou políticas voltadas a comunidades indígenas e quilombolas, dentro de uma visão de desenvolvimento que precisa alcançar diferentes grupos do Estado. Na economia, Delcídio defende responsabilidade na condução das contas públicas e atenção às dificuldades enfrentadas pelo produtor rural, por pequenos e médios empresários e por quem investe e gera renda em Mato Grosso do Sul.
“Não podemos falar em desenvolvimento olhando apenas para números. Precisamos olhar para quem produz, para quem empreende e para quem acorda todos os dias tentando fazer acontecer. O Estado precisa ser responsável com suas contas e parceiro de quem trabalha”, comentou.
Ao projetar o futuro do Estado, Delcídio afirma que Mato Grosso do Sul precisa avançar em inovação e desenvolvimento tecnológico. Para ele, universidades, empresas, indústria e agronegócio devem estar mais próximos, transformando conhecimento e tecnologia em oportunidades também para o interior.
“Tecnologia não pode ser privilégio de poucos. Ela precisa chegar à escola, à saúde, à segurança, ao campo e aos pequenos negócios. Desenvolvimento só faz sentido quando chega à vida das pessoas”, disse.
Na reta final, Delcídio retomou a própria trajetória como senador e afirmou que leva essa experiência para a disputa pelo governo. Ele declarou estar preparado para um novo desafio e associou a ideia de governar ao cuidado com crianças, idosos, famílias urbanas e população do campo.
“Já tive a honra de representar Mato Grosso do Sul no Senado e sei o tamanho da responsabilidade de cuidar da nossa gente. Hoje, estou pronto para um novo desafio: governar o Estado onde nasci, onde construí minha história e pelo qual tanto trabalhei. Governar é cuidar das pessoas. Das nossas crianças aos nossos idosos, de quem vive na cidade a quem produz no campo. É cuidar da saúde, da educação e da segurança, criar oportunidades e estar presente onde as famílias mais precisam. É construir um Mato Grosso do Sul de todos e para todos”, concluiu.
Com a votação próxima, Delcídio encerra a campanha tentando consolidar a imagem de candidato que percorreu o Estado com uma agenda voltada a saúde regionalizada, infraestrutura, segurança, educação, produção e inovação, temas que ele afirma ter recolhido no contato direto com a população.







