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Gás encanado sobe 7,7% em MS; GNV e indústria têm redução

Tabela de preços do gás encanado e GNV em Mato Grosso do Sul atualizada pela MSGás. Foto: Gerada por IA | Adriano Hany

A tarifa do gás encanado em Mato Grosso do Sul sofreu alteração a partir de domingo (1º). O preço para residências e comércio aumentou cerca de 7,7%. No sentido oposto, o gás natural veicular (GNV) vendido aos postos caiu 7,6%. Grandes indústrias também terão alívio na conta, com redução de até 9,9%.

Os novos valores constam na Portaria nº 089/2026 da MSGás. O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (29). A diretora-presidente da companhia, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, assinou a norma. A tabela substitui a anterior, que estava em vigor desde 1º de maio. O documento não informa o prazo de validade dos novos valores.

Impacto no bolso do consumidor

No segmento residencial individual, o custo do metro cúbico com impostos varia conforme a faixa de consumo. Antes, o valor oscilava entre R$ 7,43 e R$ 7,70. Agora, passa para R$ 8,00 a R$ 8,28. O reajuste fica entre 7,6% e 7,7% em todas as categorias. Para prédios com medição coletiva, a alta é ligeiramente maior, variando de 7,7% a 7,9%.

Um cálculo prático mostra a diferença na fatura mensal. Uma casa que consome 10 metros cúbicos por mês pagava R$ 76,25 apenas de tarifa de gás. Com a mudança, o valor sobe para R$ 82,06. O acréscimo é de R$ 5,81 por mês. Esse valor não inclui outros itens que possam aparecer na conta final.

Motivos para a variação de preços

A tarifa é composta por duas partes principais. A primeira é o custo do gás e do transporte, pago pela MSGás aos fornecedores. A segunda é a margem de distribuição da concessionária. A diferença nos reajustes entre os segmentos vem da primeira parte e de um acerto de contas que beneficia a indústria e o GNV.

O custo médio do gás e transporte embutido na tarifa residencial e comercial subiu de R$ 1,8605 para R$ 2,1531 por metro cúbico, sem impostos. Isso representa uma alta de 15,7%, segundo as portarias. Para a indústria e demais segmentos, o aumento foi menor, passando de R$ 2,0951 para R$ 2,1505.

A chave para a redução em alguns setores está na Parcela de Recuperação da conta gráfica. Essa parcela acerta diferenças de custos de períodos anteriores. Na nova tabela, ela reduz a tarifa da indústria e de outros segmentos em R$ 0,3404 por metro cúbico. A portaria anterior não previa esse desconto para esses clientes. No residencial e comercial, o desconto passou de R$ 0,0621 para R$ 0,1230, mas foi insuficiente para compensar a alta do custo do gás.

No comércio, a tarifa sobe entre 7,8% e 8,2%. O segmento de cogeração e climatização registra a maior alta da tabela, de 11,2%. Já o GNV vendido aos postos cai de R$ 3,3082 para R$ 3,0579 por metro cúbico, com impostos. Esse é o preço pago pelo posto à MSGás, não o valor final na bomba, que é definido por cada revendedor. Para frotas, o GNV cai 10,9% e o gás natural comprimido (GNC), 11,7%.

Na indústria do mercado cativo, a redução cresce com o volume de consumo. Para quem usa de 301 a 1.000 metros cúbicos por dia, a queda é de 2,8%. Para quem consome mais de 300 mil metros cúbicos, a redução chega a 9,9%. Apenas a primeira faixa, de consumo muito pequeno, tem leve alta de 0,8%. Empresas do mercado livre, que compram gás de outros fornecedores, pagam mais pela distribuição, com aumentos de 8% a 12,4%.

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