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Juízes de MS têm identidade usada em golpes por telefone e WhatsApp

Fachada de uma das entradas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul - Foto: Fernando de Carvalho/Portal RCN67

Criminosos estão usando indevidamente a identidade de juízes e desembargadores de Mato Grosso do Sul para extorquir cidadãos por meio de mensagens no WhatsApp e ligações telefônicas, conforme identificou o Tribunal de Justiça do Estado (TJMS). A investigação do tribunal detectou padrões de chamadas e números que simulam linhas oficiais, permitindo a rápida divulgação do alerta à população.

O esquema consiste em prometer o destravamento imediato de valores retidos em ações judiciais, como precatórios, indenizações ou serviços prestados, mediante a transferência prévia de dinheiro para supostas taxas e custas cartorárias. Os fraudadores alegam representar varas específicas ou a própria presidência do tribunal, e enviam documentos falsos que simulam ordens judiciais para dar aparência de legitimidade.

A prática explora a vulnerabilidade de pessoas que aguardam o desfecho de litígios nos fóruns do estado, gerando medo de perda de recursos e facilitando a aceitação de pedidos de pagamento. Muitas vítimas já relataram ansiedade ao imaginar que o valor poderia ser perdido caso não cumprissem a exigência, o que aumenta a eficácia da extorsão.

O Judiciário reforça que nenhum magistrado ou servidor da Justiça entra em contato por telefone ou aplicativos de mensagens para exigir depósitos bancários, PIX ou pagamentos diretos para desembaraçar processos. As comunicações oficiais são feitas exclusivamente por meio de intimações eletrônicas no portal do tribunal ou por correspondência enviada ao endereço cadastrado nos autos.

Como se proteger

Quem receber esse tipo de abordagem deve, antes de qualquer ação, recusar a transferência de valores e buscar confirmação pessoalmente, seja junto ao cartório da vara onde tramita a ação ou com o advogado constituído. Também é recomendável consultar o site oficial do TJMS ou ligar para o número institucional divulgado, evitando números desconhecidos que possam ser falsificados.

É recomendável salvar as mensagens, fazer prints das conversas e registrar boletim de ocorrência em uma delegacia da Polícia Civil, permitindo a apuração policial e a possível prisão dos responsáveis. A preservação dos registros digitais facilita a identificação dos números utilizados e a rastreabilidade das transações, contribuindo para desmantelar a rede criminosa.

O TJMS continua monitorando tentativas semelhantes e orienta a população a denunciar imediatamente qualquer contato suspeito, contribuindo para a interrupção do crime e a proteção dos jurisdicionados. As autoridades afirmam que as investigações já resultaram em bloqueios de números e que novas medidas de segurança serão implementadas nos sistemas de comunicação do judiciário.

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