No dia 25 de outubro, a Justiça Eleitoral trocou 900 urnas eletrônicas em todo o país até 12h e não registrou votação manual. O balanço do 2º turno, divulgado ao meio‑dia, mostra que a troca corresponde a menos de 0,2% das 499.200 urnas preparadas para a votação.
Além das urnas trocadas, 48.800 foram reservadas para contingência. Mais de 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar: 157,8 milhões no Brasil e 918,8 mil no exterior.
O único caso de dano a urna descrito no boletim aconteceu no Colégio Adailson Studart Filho, no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza. Um eleitor, acompanhado de uma pessoa com colar de girassol, símbolo de deficiência oculta, tentou furar a fila preferencial, ficou agressivo e derrubou a mesa onde estava a urna, danificando a urna e o terminal do mesário.
O eleitor foi detido e conduzido pela Polícia Federal. Familiares dele ameaçaram mesários e outras pessoas presentes. O juiz eleitoral autorizou policiamento na seção, os equipamentos foram substituídos e a votação seguiu normalmente. O caso foi registrado como possível crime de destruir, suprimir ou ocultar urna com votos ou documentos eleitorais, previsto no artigo 339 do Código Eleitoral, e encaminhado à PF.
Troca de urnas
O boletim também cita casos de teclas coladas em urnas. Em Gravataí (RS), às 9h57, teria sido identificada a colagem das teclas 2 e 3, sem ninguém detido. Em Ceilândia (DF) e em Araguaína, o documento aponta colagem de teclas com o número 3. O boletim não informa se as urnas foram trocadas, se a votação foi afetada nem quem seria responsável pelas colagens.
Denúncias e ocorrências
Os registros do Ministério da Justiça e Segurança Pública somavam 138 ocorrências no domingo. Houve 13 flagrantes, 24 pessoas foram conduzidas. Entre os tipos listados, aparecem 40 casos de quebra de sigilo, 19 de propaganda irregular, 16 de boca de urna e um de compra de voto. As polícias também lavraram 37 termos circunstanciados de ocorrência, registro usado para infrações de menor potencial ofensivo. O boletim não detalha os números por estado.
O Pardal, aplicativo da Justiça Eleitoral para denúncias de irregularidades, recebeu mais de 1,3 mil registros neste domingo. Houve denúncias em todas as unidades da federação, exceto Roraima e Rondônia. O Rio de Janeiro lidera, com 155. Nas denúncias de propaganda irregular, a internet concentra a maior parte, com 253 casos. Em seguida vêm vias públicas (69) e bens públicos (58). O boletim classifica ainda 276 denúncias como falsas, sem explicar o critério. Mato Grosso do Sul está entre os estados com denúncias, mas o documento não informa quantas.
A Sala Climática da Justiça Eleitoral contabilizou 270 ocorrências: 257 por falta de energia e 13 por falta de internet. O boletim aponta registros no Rio de Janeiro, no Paraná, em Minas Gerais e em São Paulo. Até o fechamento do balanço, 101 casos estavam normalizados.
Pelo e‑Título, foram 2,3 milhões de emissões do documento digital entre sábado (24) e domingo. O aplicativo também registra 2,6 milhões de justificativas e 14,2 milhões de consultas ao local de votação. O canal ChatVote recebeu 400 mil mensagens no domingo. Já o sistema de alertas Siade teve 196 alertas no dia e mais de 20 mil desde 1º de agosto. A ação Seu Voto Importa contabiliza mais de 2,5 mil pessoas transportadas.
Em Mato Grosso do Sul, o Tribunal Regional Eleitoral registrou 38 ocorrências com urnas até as 14h, em 36 seções de 20 municípios. Catorze urnas foram substituídas. A votação termina às 17h, horário de Brasília (16h em Mato Grosso do Sul). Depois disso, o TSE começa a divulgar a totalização dos votos. O caso de Fortaleza segue com a Polícia Federal.







